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SÃO PAULO – A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados registrou a quinta queda consecutiva em junho, ficando em 2,07% ao mês, contra 2,12% em maio. Frente ao sexto mês do ano anterior (2,06% a.m.), verificou-se uma alta de 1 ponto-base.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (28), baseiam-se na Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa as taxas de juros em geral.
Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.
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Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com as demais operações de crédito pessoal:
| Taxa de juros (% ao mês) | Junho 2008 | Maio 2009 | Junho 2009 |
| Consignado | 2,06 | 2,12 | 2,07 |
| Crédito pessoal (outros) | 4,33 | 4,21 | 4,15 |
| Crédito pessoal (média) | 3,52 | 3,24 | 3,18 |
Fonte: Banco Central
Popularização comprovada
No sexto mês de 2009, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 90,617 bilhões, o que representa um avanço de 24,8% frente a junho de 2008 e de 2,5% em um mês. Mesmo com o aumento, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal apresentou uma pequena alteração, passando de 55,4% para 55,7% entre maio e junho.
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Ainda assim, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (86,48% do total concedido em junho) do que entre os do setor privado.