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SÃO PAULO – A taxa de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos consignados registrou uma leve alta em julho, ficando em 2,08% ao mês, contra 2,07% em junho, após registrar cinco quedas consecutivas. Frente ao sétimo mês do ano anterior (2,10% a.m.), verificou-se uma redução de 2 pontos-base.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (26), baseiam-se na Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central, que também analisa as taxas de juros em geral.
Taxas mais atrativas
Os empréstimos consignados são aqueles cujas parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento dos beneficiários. Por esta razão, o risco de inadimplência é bem menor, o que permite a cobrança de juros mais baixos em relação às demais taxas praticadas no mercado nas linhas de crédito pessoal tradicionais.
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Essa afirmação fica evidente ao analisarmos os dados da tabela abaixo, que compara a taxa cobrada nas operações de crédito consignado com as demais operações de crédito pessoal:
| Taxa de juros (% ao mês) | Julho 2008 | Junho 2009 | Julho 2009 |
| Consignado | 2,10 | 2,07 | 2,08 |
| Crédito pessoal (outros) | 4,40 | 4,14 | 4,08 |
| Crédito pessoal (média) | 3,64 | 3,18 | 3,13 |
Fonte: Banco Central
Popularização comprovada
No sétimo mês de 2009, o volume total de crédito consignado alcançou R$ 94,609 bilhões, o que representa um avanço de 28% frente a julho de 2008 e de 3,1% em um mês. Com o aumento, a participação do crédito consignado no total de crédito pessoal apresentou alteração, passando de 56,8% para 57,4% entre junho e julho.
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Ainda assim, a análise do relatório do Banco Central permite constatar que as linhas de crédito consignado têm impulsionado de maneira significativa a concessão de crédito pessoal e que são mais populares entre os funcionários públicos (86,62% do total concedido em julho) do que entre os do setor privado.