Em novo teste, Proteste identifica fraudes em 5 azeites

Os azeites extravirgens das marcas O-Live e Filippo Berio foram considerados os melhores do teste

Paula Zogbi

Publicidade

SÃO PAULO – Em novo teste com azeites extravirgens vendidos no Brasil, a associação Proteste identificou fraudes em 5 marcas: Malaguenza, Lisboa, Borgel, Do Chefe e Tradição Brasileira.

É a segunda aparição da marca Lisboa na lista de reprovadas, e quarta da Tradição Brasileira. As demais aparecem pela primeira vez. Todas as marcas em que foram encontradas fraudes serão notificadas, de acordo com a associação.

Além das fraudes, a Proteste identificou 6 rótulos “fora do tipo”, ou seja, azeites que deveriam ser vendidos como “virgens” contendo a classificação “extravirgem” na embalagem. Foram eles: Tordesilhas, Broto Legal, Serrata, Mondegão, Beirão e La Española.

Planner InfoMoney

Mantenha suas finanças sob controle neste ano

Foram analisadas as 29 marcas principais no mercado nacional: Allegro, Andorinha, Beirão, Borgel, Borges, Broto Legal, Carbonell, Cardeal, Carrefour, Cocineiro, Do Chefe, Filippo Berio, Gallo, La Española, La Violetera, Lisboa, Malaguenza, Maria, Mondegão, Olitália, O-live, Qualitá, Selmi Renata, Serrata, TAEQ, Terrano, Tordesilhas, Tradição Brasileira e Vila Flor.

Melhores escolhas

Neste teste, os azeites das marcas O-Live e Filippo Berio foram escolhidos como os melhores, com nota 96. Os nomes considerados pela Proteste como “escolha certa” pelo custo-benefício foram Cocinero e Carrefour Discount.

Continua depois da publicidade

Posicionamentos

Em contato com o InfoMoney, a Bunge, produtora do azeite La Española, informou que “os parâmetros iniciais do lote avaliado 29516 estavam dentro do determinado pela legislação no momento de sua classificação pelos órgãos reguladores. Ocorre, entretanto, que tais parâmetros podem ser alterados em decorrência de condições inadequadas de armazenamento até chegar às mãos do consumidor. Por essa razão, novas análises estão sendo providenciadas”. De acordo com a empresa, “esse resultado confirma que o produto não estava contaminado e/ou impróprio para consumo, nem foi considerado fraudado”. 

As demais empresas ainda não apresentaram posicionamento quanto ao assunto.

Paula Zogbi

Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney