Em lista com grandes cidades do mundo, RJ e SP aparecem entre as mais baratas

Apesar de custo de vida ter subido nas duas cidades, elas figuram nas posições 110 e 112 do ranking de 130 municípios

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SÃO PAULO – Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades mais caras do Brasil, mas, ainda assim, figuram entre as mais baratas do mundo, em uma lista de 130 municípios que integram a pesquisa “Worldwide Cost of living”, realizada a cada dois anos pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit e divulgada na última segunda-feira (08).

Segundo a sondagem, a recente valorização do real diante do dólar fez com que o Rio de Janeiro saltasse quatro posições no ranking, alcançando o 110º posto, com 61 pontos no índice de custo de vida. Já São Paulo, pelo mesmo motivo, também subiu quatro degraus na lista, chegando ao 112º lugar, com 60 pontos.

Estas modificações, contudo, são consideradas modestas em relação a mudanças mais consistentes observadas em outras partes do globo. De um modo geral, as cidades da América Latina continuam como algumas das menos onerosas do planeta. Dos 30 municípios mais baratos, oito estão no continente. Na região, a Cidade do México segue como a mais cara (68º) e Assunção, capital do Paraguai, aparece no extremo oposto (127º).

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Japão continua mais caro

A cidade mais cara do mundo em 2005 ainda é Tókio, capital do Japão, que possui 146 pontos no ranking de custo de vida. O segundo posto da lista, por sua vez, sofreu mudanças diante de 2003, com Oslo (Noruega) tomando o lugar antes ocupado por Osaka, que agora cai para 3º no ranking.

Entre as principais mudanças observadas no último estudo, está o barateamento generalizado das cidades dos Estados Unidos, em função da inflação baixa do País e da contínua depreciação do dólar no confronto com outras moedas internacionais. Nova York, município norte-americano mais caro e base de referência para a pesquisa, com pontuação 100, rebaixou-se da 27ª para a 35ª colocação. O mesmo se nota em Chicago (de 33º para 40º) e Los Angeles (de 33º para 42º).

A Ásia também presenciou tendência de queda no custo de vida de suas cidades. Entre os 37 municípios analisados no continente, 30 deles registraram barateamento na passagem de 2003 para 2005. Uma das principais razões deste fenômeno é o fim da paridade cambial entre dólar e yuan, a moeda chinesa.

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Na região asiática, Seul, capital da Coréia, e Hong Kong são as cidades mais caras, em 16º e 20º lugar, respectivamente. Já considerando a República Popular da China (da qual se exclui Hong Kong, segundo critérios da pesquisa), Shangai, depois de despencar seis degraus, apresenta o maior custo de vida, na 55ª posição.

Vale dizer que o estudo da Economist Intelligence Unit leva em conta o comportamento de preços de uma cesta de produtos e serviços comercializados em larga escala e avaliados em dólar.