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SÃO PAULO – De acordo com o biólogo Sérgio Lourenço, do Departamento de Biologia Marinha da UFF (Universidade Federal Fluminense), “o biodiesel de microalgas ainda não é viável, mas em cinco anos haverá empresas produzindo em larga escala”.
O estudioso é responsável pelo estudo que descobriu que a microalga encontrada no litoral brasileiro tem potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.
A matéria-prima seria uma alternativa para a fabricação de biodiesel, já que a escala de produtividade da soja é baixa – de 400 a 600 quilos de óleo por hectare – e tem apenas um ciclo anual. Já o girassol pode produzir um pouco mais, de 630 a 900 quilos, segundo a Agência Fapesp.
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Vantagens
Ainda segundo o estudo, do ponto de vista ambiental, esse combustível libera menos gás carbônico na atmosfera do que os fósseis, além de combater o efeito estufa e o superaquecimento.
A alternativa também não entra em conflito com a agricultura, pois pode ser cultivada no solo pobre e com a água salobra do semi-árido brasileiro, para onde a água do mar também pode ser canalizada.
Além disso, as algas crescem mais rápido do que qualquer outra planta e, para fazê-las crescer, é necessário tirar carbono da atmosfera.
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Auxílio da Petrobras
Conversas tem sido realizadas para que a Petrobras apoie o projeto. O financiamento permitiria o cultivo em grande densidade, (em tanques de 20 mil litros), primeiramente em uma unidade da UFF, antes de ser levada ao semi-árido.