Em busca de preços menores, visitas a lojas virtuais crescem

Pesquisa mostra que pela 1ª vez desde setembro de 2000, categoria Comércio Eletrônico recebeu mais de 12 mi de visitas

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SÃO PAULO – Os brasileiros estão mudando a forma como fazem suas compras. De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope/NetRatings, se há alguns anos, muitos nem sabiam como acessar uma loja virtual, no último mês de dezembro, mais de 12,2 milhões de internautas acessaram um site de e-commerce, atraídos principalmente pelos preços menores.

“Produtos importados costumam ser mais baratos na internet. Além disso, as políticas de parcelamento e entrega no prazo são motivadores para que os consumidores procurem, com cada vez mais freqüência, esse canal de compra”, afirma o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti.

Ainda de acordo com o estudo do Ibope, essa foi a primeira vez, desde setembro de 2000, que a categoria Comércio Eletrônico recebeu mais de 12 milhões de visitas únicas residenciais, o que significa que 57% do total de internautas residenciais ativos visitaram alguma loja virtual.

Preços

Pelo acompanhamento da e-bit, essas visitas resultaram em vendas que geraram um faturamento de aproximadamente R$ 1,081 bilhão para o comércio eletrônico no período do Natal. Além disso, no período natalino de 2007, o tíquete médio do comércio virtual subiu de R$ 304 em 2006 para R$ 308.

De acordo com o consultor do Cliv Solution Group, David Lederman, pessoas que compram pela internet buscam comodidade e rapidez, mas querem principalmente preços bons.

“Se o preço não for melhor do que o das lojas físicas – mesmo que seja igual, 32% dos e-consumidores desistem da compra. Por isso, para atrair os compradores, os sites, em geral, dão desconto de 9% a 16%, com condições facilitadas de pagamento”, afirma.

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Mais em conta

Em dezembro, os produtos vendidos pela internet ficaram mais baratos pelo sexto mês consecutivo. Segundo dados do e-flation – índice que mede a inflação do comércio eletrônico, calculado pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), instituição ligada à FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) – houve queda de 1,59% nos preços. No acumulado do ano, a deflação foi de 2,16%.

Dessa maneira, enquanto as lojas de rua e shoppings cresceram, segundo o Índice Serasa e a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), 9,9% e 12% respectivamente, o e-commerce elevou suas vendas em 55%, na comparação com o mesmo período do ano passado.