Em busca de conteúdo, dono da Alibaba procura parceiros em Hollywood

O dono da gigante de tecnologia da China está visitando a cidade para saber mais sobre estúdios de cinema, porque a indústria cinematográfica chinesa precisa de grandes produtos culturais.

Jack Ma Yun, do Alibaba, está em 9° lugar na lista dos mais ricos
Jack Ma Yun, do Alibaba, está em 9° lugar na lista dos mais ricos

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SÃO PAULO – O bilionário Jack Ma afirmou que a Alibaba Group Holding está buscando parceiros em Hollywood. A maior empresa de comércio eletrônico da China quer adquirir mais conteúdo para smartphones e tablets.

Ma está visitando Hollywood para saber mais sobre estúdios de cinema, “porque a indústria cinematográfica da China precisa de grandes produtos culturais”, informou ele na conferência WSJDLive, em Laguna Beach, Califórnia. A empresa tem se inspirado no Vale do Silício e acredita que está na hora de investir no polo tecnológico, disse ele.

A Alibaba, que concluiu a maior oferta pública inicial da história no mês passado, está buscando filmes e programas de televisão para expandir seu conteúdo de entretenimento. Ma e um time de executivos da Alibaba estão se reunindo com representantes de alguns dos maiores estúdios de Hollywood em busca de acordos pelos direitos para distribuição de programas americanos em seu mercado doméstico, ou para investir nas empresas, disseram fontes familiarizadas com o assunto.

“Eu venho aqui para aprender, eu quero vir aqui em busca de parceiros”, disse Ma. “Nós nos preocupamos com pessoas com bolsos cheios e mentes vazias. Por isso, os filmes são a melhor forma de mudar o comportamento dos jovens chineses”, completou.

De acordo com ele, o país será o maior mercado de filmes do mundo, pois a classe média está se expandindo para 200 milhões de pessoas. “Eles precisam de grandes produtos culturais”.

A Alibaba lançou seu primeiro conversor em colaboração com a Wasu Media Holding em setembro de 2013. Um mês depois, a empresa anunciou outro conversor com a marca Tmall, nome de uma das maiores plataformas de comércio eletrônico da Alibaba.

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Os usuários dos conversores da Alibaba podem assistir a canais de TV e filmes em alta definição, comprar na internet e jogar. A Alibaba compra direitos dos estúdios que controlam filmes e conteúdo de TV para exibi-los on-line em troca de uma tarifa, frequentemente por território.

Em abril, a Alibaba liderou um investimento de US$ 1,22 bilhão no site de vídeos on-line Youku Tudou, que formou uma parceria com a Walt Disney para comercializar o filme “Capitão América 2: O Soldado Invernal” na China.

Alibaba também fechou um acordo em março para pagar 6,24 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 804 milhões) por uma participação de 60% na ChinaVision Media Group. A companhia, rebatizada Alibaba Pictures Group, disse em agosto que sua nova administração havia descoberto possíveis falhas contábeis. Ma disse também que a empresa está interessada em chegar a um acordo com o novo serviço Apple Pay, da Apple Inc.

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A Alibaba está tornando seu próprio sistema de pagamentos on-line, o Alipay, mais global em uma tentativa de processar mais vendas digitais para pequenas empresas. O Alipay tem 17,9 milhões de usuários ativos no exterior em mais de 100 países e é aceito por 2.000 estabelecimentos, disse Sabrina Peng, vice-presidente dos negócios internacionais do braço financeiro da Alibaba.

O passo adiante para aquisição de conteúdo ocorre em um momento em que o setor de conversores da China enfrenta uma maior regulação do governo. A Tmall MagicBox, da Alibaba, notificou os usuários em agosto de que atualizaria seu sistema e deletaria alguns aplicativos em respeito às regulações da Administração Estatal de Imprensa, Publicação, Rádio, Filme e Televisão da China.

Ma disse à plateia para não se preocupar com as restrições do governo da China aos filmes, porque os filmes proporcionam uma forma importante de educar os jovens do país. “Se o herói morre, ninguém quer ser o herói. Eu nunca vi um filme na China em que um herói tenha sobrevivido. Eu acho que todas as sociedades deveriam ser otimistas. Eu acho que todas as sociedades deveriam fazer os heróis sobreviverem”, afirmou.

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A Alibaba planeja expandir-se na Europa, nos EUA e na Ásia, disse Ma durante a turnê do IPO, em Hong Kong. Ma, um ex-professor de 50 anos de idade, é a pessoa mais rica da China, com um patrimônio líquido de US$ 27,1 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.