Em 2006, famílias brasileiras pouparam mais, revela IBGE

O crescimento da renda das famílias e a migração de trabalhadores para o trabalho formal foram fatores decisivos para o resultado

Publicidade

SÃO PAULO – A capacidade de financiamento das famílias brasileiras, ou seja, o volume de recursos que elas guardam de seus rendimentos após terem pago todas as despesas com impostos, consumo etc., teve um aumento de mais de 100% entre os anos de 2005 e 2006.

Segundo os dados relativos ao PIB (Produto Interno Bruto) de 2006 divulgados, divulgados nesta quarta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador passou de R$ 4,9 bilhões para R$ 10,1 bilhões no período.

Renda e trabalho são as causas

De acordo com o gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Carlos Sobral, o crescimento da renda das famílias e a migração de trabalhadores para o trabalho formal foram fatores decisivos para o resultado.

O estudo revela também que, em 2006, as despesas das famílias com pagamentos de juros aumentaram em razão do crescimento do crédito. O movimento, no entanto, foi compensado pela alta no rendimento do trabalho.

O consumo final das famílias atingiu R$ 1,396 trilhão naquele ano, também influenciado pelo aumento de renda e do crédito, e a poupança delas alcançou R$ 111,8 bilhões.