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SÃO PAULO – Os consumidores brasileiros parecem estar em alerta com relação aos produtos piratas e, mais do que isso, estão relatando casos e denunciando atitudes suspeitas de empresas.
Isso porque, segundo dados de Associações de softwares, houve quase 27 mil contatos em 2006, por e-mail e telefone, sendo mais da metade destinados a denúncias contra o comércio ou o uso de programas piratas.
Conscientização das pessoas
De acordo com o coordenador do Grupo Antipirataria da Associação Brasileira de Empresas de Softwares (Abes), Emílio Munaro, as ações das organizações têm como objetivo conscientizar a população.
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“Percebemos um aumento significativo no número de denúncias comparando-se ao ano anterior, o que reflete um aumento da conscientização da população e dos meios de comunicação quanto aos males causados pela prática ilegal de pirataria de softwares“, afirmou Munaro.
Comércio pirata
Apesar da conscientização de parte da população, muitas pessoas ainda costumam comprar estes produtos irregulares, por causa do baixo preço e pela facilidade de encontrá-los.
Apesar disso, no ano passado foram realizadas mais de 570 ações em todo o Brasil, que resultaram na apreensão de 900 mil CDs com programas piratas.
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Ações fraudadoras
Os fraudadores não utilizam somente a venda ilegal de produtos para atingir o consumidor e, por isso, as pessoas devem ficar em alerta. As organizações notaram que sites (incluindo os de leilão) e anúncios físicos também são usados para atrair clientes.
Para acabar com a prática, a Abes, em parceria com a Business Software Aliance e a Entertainment Software Association, tiraram do ar, em 2006, 264 sites que comercializavam os softwares, 54 anúncios de comércio de produtos ilegais e 29 mil anunciantes de sites de leilão.