Em 17 meses de Voa Brasil, menos de 2% dos assentos prometidos foram reservados

No seu melhor mês, que foi janeiro de 2025, foram reservados apenas 5.308 bilhetes

Maria Luiza Dourado

(Foto: Ministério de Portos e Aeroportos)
(Foto: Ministério de Portos e Aeroportos)

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Em mais de um ano e meio desde o lançamento do Voa Brasil, o programa do governo federal de passagens aéreas acessíveis voltado para aposentados do INSS, foram reservados apenas 52.132 bilhetes no âmbito do programa, valor que não chega a 2% dos três milhões de bilhetes disponibilizados.

No seu melhor mês, que foi janeiro de 2025, foram reservados apenas 5.308 bilhetes. Contudo, não é possível consultar todas as informações sobre as passagens reservadas no âmbito do Voa Brasil, uma vez que não há um painel público disponível para consulta dessas informações, conforme informou o Ministério dos Transportes ao InfoMoney.

Ainda, a segunda fase do programa, prometida inicialmente para o primeiro semestre de 2025, mas que nunca chegou a acontecer, o acesso às passagens a baixo custo seria ampliado para alunos do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e do Prouni.

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Não se sabe se a não popularização do programa — que foi estruturado em parceria com companhias aéreas que se comprometeram a oferecer os bilhetes com valores reduzidos aproveitando assentos ociosos — se deve a uma falha na divulgação ou no oferecimento das passagens.

O fato é que passagens ociosas existiram: dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que, durante o período, quase 30 milhões de assentos ficaram ociosos em voos dentro do país.

Via de regra, o Voa Brasil oferece passagens de até R$ 200 para aposentados do INSS que não viajaram de avião nos últimos 12 meses, sem necessidade de comprovação de renda.

Maria Luiza Dourado

Repórter de Finanças do InfoMoney. É formada pela Cásper Líbero e possui especialização em Economia pela Fipe - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.