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SÃO PAULO – Viajar em férias, para qualquer lugar do mundo, sem gastar nenhum centavo com a hospedagem, é o sonho de muita gente.
Lançado há um mês no Brasil, e há mais de 10 anos nos EUA, o site www.trocacasa.com.br tem este objetivo: mediar trocas de casas em diferentes locais, para que as pessoas possam viajar sem se preocupar com os custos da hospedagem.
“Por US$ 100/anuais as pessoas disponibilizam a casa delas para receber viajantes de todo o mundo, ao mesmo tempo que buscam lugares para se hospedar. Quando ambas encontram o destino ideal, fazem acordos pessoais e depois é só se divertir, sem desembolsar nada para hospedagem”, explica Ademar Couto, responsável pela vinda do serviço ao Brasil.
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Experiência própria
Utilizador assíduo do serviço, Couto afirma que decidiu trazer o site para o Brasil após utilizá-lo mais de 17 vezes. “Eu disponibilizo minha casa em Maresias (SP) e já a troquei por ótimas hospedagens, como um apartamento de frente para a Torre Eiffel, na França, ou a casa vizinha da Madonna, em Saint Barthélemy, no Caribe, de onde acabo de voltar”.
As trocas costumam acontecer simultâneamente, ou seja, a pessoa viaja, ao mesmo tempo que quem lhe ofereceu a residência vem ficar na sua propriedade. No entanto, não há padrão pré-estabelecido para as trocas. “Tudo depende do acordo entre as partes. É possível viajar e se hospedar com a família, é possível viajar e se hospedar numa segunda casa da família, e ela só vir para sua casa depois de alguns meses e também é possível a pessoa lhe oferecer um iate na Grécia em troca da sua casa. Além disso, você pode viajar sozinho, em turma ou em família. Tudo depende do que for acertado entre ambas as partes”, garante Couto.
A experiência pode incluir carros e até animais de estimação. “Dependendo do que foi acertado é possível que você viaje e tenha o carro da família disponível para o seu uso. Em alguns casos é possível até que o animal de estimação fique com você, tudo depende do acerto entre as pessoas”.
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O barato pode sair caro
O serviço é interessante, mas é preciso cuidado. Como o site é apenas um ponto de encontro entre pessoas dispostas a trocar de casa, e em nenhum momento se envolve na negociação, ele também não se responsabiliza por eventuais roubos, atos de vandalismo, ou grandes imprevistos, como por exemplo, a pessoa chegar e o endereço não existir.
“É preciso que os viajantes tenham cuidado e procurem conhecer bem a pessoa com quem vão fazer o negócio. Trocar e-mails, telefonemas, pedir para ver fotos do local e checar a existência do endereço são cuidados imprescindíveis. Este é um processo que pode durar mais de 7 meses”, alerta Couto.
Outra facilidade é que o site oferece o link testemunhal, em que pessoas que participaram de trocas colocam suas impressões, positivas ou negativas, a respeito da experiência. Se houver uma crítica negativa, por exemplo, ela não pode ser retirada do site por quem a recebeu.
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Abrangência
Atualmente, o Brasil possui 86 casas cadastradas no site. Em todo o mundo são mais de 17 mil ofertas, em países como Itália, França, Canadá, Chile, Caribe etc. Moradores dos Estados Unidos são os que mais usam o serviço.
Os 10 destinos mais procurados são: Itália, Espanha, Austrália, França, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Suíça, Holanda e Nova Zelândia.