Eletricidade deve subir 30,3% em 2003, segundo projeções do Banco Central

Ata do Copom elevou projeções de reajuste das tarifas em 2003, devido à indexação dos contratos das concessionárias pelo IGP-M

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SÃO PAULO – O forte aumento dos chamados preços administrados, que incluem os combustíveis e tarifas de energia, tem sido um dos principais fatores por trás da alta da inflação nos últimos meses. Esta situação é ainda pior no caso das tarifas de energia, cujos aumentos são ajustadas pelo IGP-M, de forma que os reajustes de um ano acabam se propagando para o próximo.

Exatamente por isto, o novo governo eleito já estuda a possibilidade de rever os contratos de concessão do setor, buscando substituir o reajuste das tarifas, atualmente feito com base no IGP-M, por outro indexador.

Tarifas devem subir 30,3% em 2003

Com base nos dados divulgados na Ata da última Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quinta-feira, as tarifas de energia devem fechar o ano de 2002 em alta de 20%, mesmo patamar previsto no mês de novembro, quando as projeções haviam caído 1,2 ponto percentual em relação a outubro.

Por sua vez, para o próximo ano as tarifas de energia elétrica devem subir 30,3%. Este aumento implica em uma revisão das projeções com relação à Ata anterior, em que se projetava um reajuste no próximo no de 27%. Antes disto, as projeções já haviam sido elevadas de 21% par 25% em outubro.

Indexação pelo IGP-M

A revisão para cima das projeções de reajuste para 2003 reflete o forte aumento da inflação medida pelo IGP-M, que tem participação significativa no aumento dos preços de energia, já que boa parte dos contratos de concessão é corrigida por este índice.

Para se ter uma idéia, até o final de setembro deste ano a inflação acumulada pelo IGP-M estava em 10,54%, percentual que subiu para 20,77% em novembro. Com isto, no final de novembro a variação acumulada em 12 meses do índice já se encontrava em 21,04%.