Como montar uma lista de compras inteligente para economizar no Dia do Cliente?

Celebrado sempre no dia 15 de setembro, em 2026 a data cai em uma terça-feira

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Os consumidores podem contar com uma série de promoções no mês de setembro. Para além dos tradicionais descontos em datas que coincidem com o número do mês, no caso, 09/09, há o primeiro “esquenta” antes da Black Friday: o Dia do Cliente.

A data comemorativa comercial, criada no Brasil nos anos 2000, tem como objetivo valorizar o relacionamento entre marcas e consumidores. Celebrado sempre no dia 15 de setembro, em 2026 a data cai em uma terça-feira.

Muitos marketplaces e lojas participam com ações além das promoções, como ofertas de cashback, acúmulo de pontos, oferta de cupons, brindes em compras, entre outros. As atividades dessa data comercial podem se estender pela semana do dia 15 de setembro ou mesmo durante todo o mês.

Com uma série de promoções chegando, os consumidores preparados conseguem avaliar os produtos, fazer compras e não prejudicar o bolso.

Segundo Bruno Guimarães planejador financeiro CFP pela Planejar, é primeiramente necessário separar duas decisões que costumam se confundir: a de comprar e a de quando comprar.

“A data promocional responde apenas à segunda. Quando a compra já estava prevista no orçamento familiar, com recurso reservado, esperar por uma data como o Dia do Cliente é um comportamento financeiramente racional. Quando a compra nasce do anúncio, a data não gerou economia; gerou uma despesa que não existia”, explica.

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Via de regra, esperar o Dia do Cliente para consumir faz sentido para o que já estava planejado e reservado. Recomenda-se, antes da data, revisar o orçamento do mês e fixar de antemão o valor máximo destinado a ela.

Montando uma lista de compras para o Dia do Cliente

Guimarães reforça que uma casa que acompanha receitas e despesas e mantém um teto definido para o consumo não essencial chega a setembro sabendo quanto pode destinar a uma oportunidade — e é ela que aproveita a promoção sem comprometer nada.

Ou seja, em primeiro lugar, vale revisar o orçamento antes de montar uma lista oficial de compras com desconto.

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Karina Valadares, planejadora financeiro CFP pela Planejar, destaca ainda que existem duas tarefas antes de clicar em “comprar”. A primeira é anotar o preço do produto antes da data. Assim, quando a promoção surgir, será possível comparar com o número de verdade.

Já a segunda é consultar sites de histórico de preços. Existem plataformas gratuitas que mostram a variação do produto ao longo do ano. É como ter um raio-X que permite enxergar além da vitrine e descobre se aquele “desconto” é de fato uma redução ou apenas uma volta ao preço original.

“Saber o preço real praticado é a única forma de reconhecer uma oferta de verdade. Sem referência, qualquer número com ‘%’ na frente parece vantagem”, explica Valadares.

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Os especialistas indicam montar uma lista de necessidades antes das promoções começarem, organizando-as por prioridade. Dessa forma, o consumidor não cai em qualquer anúncio irresistível de desconto e mantém o orçamento sem rombos.

“Desconto real é o que faz o seu dinheiro render mais. Desconto falso é o que faz você gastar dinheiro que não ia gastar, acreditando que estava economizando”, afirma a planejadora.