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SÃO PAULO – Assim como as compras na internet que aumentaram, o número de sites de e-commerce também cresceu no último ano. O e-commerce no Brasil deve movimentar este ano R$ 81,3 bilhões e R$ 92,9 bilhões em 2016, o que significa um crescimento anual próximo dos 14%, muito acima das previsões de crescimento da economia do País.
Um levantamento realizado pelo PayPal e BigData Corp., mostra que o comércio eletrônico brasileiro têm 450 mil e-commerces ativos, sendo que a maioria (81%) baseia-se em um modelo de comércio focado, que oferece ao consumidor até dez produtos.
Existe uma alta concentração geográfica do comércio online do País: 50% dos sites são de empresas baseadas em São Paulo. Enquanto Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro concentram cerca de 7% cada.
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O varejo na internet também é muito bem representado por pequenos sites: 88% deles recebem até 10 mil visitas mensais, 11% recebem entre 10 mil e 500 mil visitas mensais e menos de 1% supera a marca de meio milhão de visitas por mês.
Segundo o sócio-fundador e CEO da BigData Corp., Thoran Rodrigues, boa parte do e-commerce brasileiro é marcado pelo empreendedorismo. “Ele abrange muitas pequenas empresas e artesãos que se beneficiam do baixo custo de entrada virtual para montar suas lojas online”, afirma.
“Sites que morrem rapidamente não usam plataformas, meios de pagamento, nem dão apoio aos clientes. Passar segurança e contar com ferramentas de interação, como as redes sociais, são diferenciais básicos”, completa.
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Do total pesquisado, apenas 15% dos e-commerces contam com endereços de lojas físicas. Os demais só existem na web. O dado é um indício da facilidade de se abrir um negócio online, uma vez que é possível começar um comércio eletrônico com ferramentas gratuitas. Além disso, em torno de 40% dos sites já usam algum tipo de intermediador de pagamentos ou de uma carteira virtual.