E-board: quadro negro exibe figuras, textos e páginas da web em sala de aula

As lousas eletrônicas tornam as aulas mais dinâmicas e despertam a curiosidade dos estudantes, envolvendo-os

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SÃO PAULO – A tecnologia está envolvendo cada vez mais o ambiente escolar. A última novidade são os e-boards, que vieram substituir o antigo quadro negro e proporcionam maior dinâmica e vivacidade às aulas.

No lugar de lousas, grandes painéis eletrônicos. Neles, os professores podem escrever ou desenhar com uma caneta especial, exibir mapas, fotos, esquemas ou outras imagens para ilustrar a aula e até acessar páginas da web para reforçar as informações passadas aos alunos.

Alunos e professores

O aparelho dá agilidade e vivacidade à aula, despertando a curiosidade dos alunos, principalmente os mais novos, e os envolvendo na matéria. Segundo escolas que já os utilizam, o efeito nos professores também é positivo.

Seja pela maior atenção dos estudantes ou pela atratividade do próprio e-board, eles se animam mais em sala de aula. Além disso, o processo de preparação da aula é mais prático, já que podem usar softwares de auxílio a professores e arquivos guardados no computador, além de aproveitar conteúdos prontos de sites. Isso também pode ajudar as escolas a atraírem professores mais qualificados.

Londres e Japão

Em Londres, cerca de 78% das escolas primárias e 95% das que englobam o equivalente aos antigos ginásio e colegial brasileiros já usam a lousa eletrônica, segundo uma estimativa do ano passado.

No Japão, a penetração do aparelho ainda é menor. Atualmente, estima-se que haja 6,9 mil deles em escolas públicas em todo o país. Mas o interesse está crescendo, principalmente agora que o governo manifestou seu apoio ao melhor aproveitamento da tecnologia pela população.

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E a tradição?

Os mais conservadores demonstram um certo receio em relação ao e-boards, preocupados com as conseqüências do contato de crianças com a tecnologia desde cedo. No entanto, os entusiastas alegam que, já que em algum ponto de suas vidas os alunos terão de mexer com computadores, não há problema em se acostumarem com eles nas salas de aula.

Além disso, a tecnologia não deverá subjugar as tradições. Escolas japonesas afirmam que o uso de dicionários da língua natal e ábacos, instrumentos árabes manuais para fazer contas, continuarão a serem usados nas aulas.