Diferença entre tarifas bancárias pode superar 500%

Pesquisa realizada pelo Procon-SP sugere que consumidor deve pesquisar bastante para não pagar taxas abusivas

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SÃO PAULO – A pesquisa de preços ainda continua sendo a principal defesa do consumidor para não sair prejudicado com a cobrança de preços abusivos. Em relação às tarifas bancárias, a situação não é diferente: uma pesquisa realizada pelo Procon de São Paulo registrou diferenças de mais de 500% entre encargos cobrados por instituições financeiras.

Como o preço dos serviços prestados é livre desde 1997, isto é, cabe ao banco definir o quanto quer cobrar por um determinado serviço, qualquer aumento praticado não pode ser considerado ilegal. Logo, o consumidor deve controlar com mais atenção seu extrato bancário, ficando atento para a cobrança de taxas abusivas.

Maior diferença foi para renovação de cadastro

Dentre os dezenove produtos e serviços oferecidos pelos treze bancos comparados pela pesquisa, o Procon levantou que a diferença entre tarifas cobradas para renovação do cadastro de conta especial atingiu 504,44%.

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Enquanto o Banco do Brasil cobra apenas R$ 9, a menor tarifa para executar esse serviço, ao passo que o Banco Real exige o pagamento de R$ 54,40 de seus clientes para renovar o cadastro, R$ 45,40 a mais que o banco estatal, ou 504%. Já o Itaú isenta seus clientes do pagamento para operações inferiores a R$ 20 mil, cobrando R$ 15 a partir desse valor. Veja abaixo as principais diferenças entre tarifas bancárias:

Tabela deve ser afixada com 30 dias de antecedência

De acordo com o novo Código de Defesa do Cliente Bancário, os bancos são obrigados a afixar a tabela de tarifas bancárias com 30 dias de antecedência da data de vigência, em lugar de fácil visualização.

Se a instituição financeira não cumprir essa regra ou não praticar as tarifas divulgadas, o consumidor deve denunciar o fato ao Procon e ao Banco Central para que sejam tomadas as providências.