Dieese: quem tem renda menor sofreu mais com inflação de março em SP

Motivo é o reajuste das tarifas do transporte público, que pesa mais no bolso das famílias menos abastadas

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SÃO PAULO – Ao contrário do verificado no mês anterior, em março as famílias de menor poder aquisitivo, com renda média mensal de R$ 377,49, foram as mais prejudicadas pelo aumento de 0,81% registrado pelo ICV (Índice de Custo de Vida) no município de São Paulo.

Divulgada nesta quinta-feira (7), a pesquisa mensal realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) revela que o indicador subiu acima da média para as pessoas mais pobres, inseridas no estrato 1, atingindo taxa de expansão de 1,10%, patamar 0,89 ponto percentual acima do verificado em fevereiro.

Segundo o Dieese, a inflação de março foi maior para estas pessoas, porque o aumento de preços no período ocorreu de forma mais intensa em itens como alimentos e transporte coletivo, que influem mais no orçamento das famílias de menor poder aquisitivo.

Inflação é menor para quem tem renda mais alta

Em contrapartida, o custo de vida na capital paulista subiu menos para os mais abastados. O ICV apurado especificamente para o estrato 3, representado por famílias com renda média mensal de R$ 2.792,90, registrou alta de 0,66% em março. Apesar de ser a mais branda entre os estratos de renda, esta taxa é 0,29 ponto percentual superior a de fevereiro.

Já em relação ao estrato 2, grupo que contempla as famílias com nível intermediário de rendimento (média de R$ 934,17), a inflação medida pelo ICV chegou a 1,00%, nível também maior (0,70 p.p.) que o registrado no mês anterior.