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SÃO PAULO – Repetindo tendência verificada em abril, as famílias de menor poder aquisitivo foram as mais prejudicadas pelo aumento de 0,39% do Índice de Custo de Vida (ICV) no município de São Paulo em maio.
Divulgada nesta segunda-feira (06), a pesquisa mensal realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) revela que o indicador subiu acima da média para estas pessoas, inseridas no estrato 1 de renda, atingindo taxa de expansão da ordem de 0,61%.
Vale dizer que este grupo é representado por 1/3 das famílias mais pobres, com ganhos médios de até R$ 377,49.
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Embora este incremento seja o mais intenso observado pelo Dieese, o aumento do custo de vida é ligeiramente mais brando que o de abril, quando alcançou 0,64%.
Inflação é menor para quem tem renda baixa
Em contrapartida, o custo de vida na capital paulista subiu menos para as famílias de maior poder aquisitivo. O ICV apurado especificamente para o estrato 3, formado por famílias com renda mensal média de R$ 2.792,90, registrou alta de apenas 0,31% em maio. Esta taxa é 0,13 ponto percentual inferior à verificada em abril.
Já em relação ao estrato 2, segmento que contempla as famílias com nível intermediário de rendimento (média de R$ 934,17), a inflação medida pelo ICV chegou a 0,46%, nível também abaixo (-0,09 p.p.) do registrado no mês anterior.
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Segundo o Dieese, o aumento de preços ocorre de maneira diferenciada entre cada um dos estratos, porque os gastos familiares variam conforme o nível de renda das pessoas. Desta forma, a inflação apurada em maio foi mais intensa para as pessoas de menor poder aquisitivo, porque os itens que registraram maior elevação de preço no período pesam mais no orçamento de quem ganha menos, como a alimentação (0,85%), que contribuiu com 65,6% da alta para o estrato 1, e com apenas 45,1% para as famílias do estrato 3.