Dieese apontou alta no preço da cesta básica da maioria das capitais em setembro

Foram registrados recuos no custo das cestas apenas em Aracaju, Fortaleza, Goiânia e Florianópolis no período

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SÃO PAULO – O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) divulgou nesta quinta-feira, dia 02 de outubro, sua Pesquisa Nacional da Cesta Básica referente ao mês de setembro de 2003.

Após o custo dos gêneros de primeira necessidade ter caído em 15 das 16 capitais brasileiras analisadas pela pesquisa anterior, o preço do conjunto de alimentos que compõem a cesta básica dos brasileiros subiu em 12 das 16 capitais pesquisadas em setembro.

Porto Alegre continua com a cesta mais cara

De acordo com o estudo, mais uma vez Porte Alegre respondeu pela cesta mais cara do país, sendo que em setembro seu custo foi de R$ 162,69, variação de 0,57%. A capital paulista vem em segundo lugar, cuja cesta ficou em R$ 161,45 representando um aumento de 1,96%, seguida por Brasília, onde a cesta subiu 0,52% e passou a valer R$ 153,35.

Já na região do Nordeste foram encontradas as cestas mais baratas. No mês passado, tanto em João Pessoa (R$ 129,03), como em Fortaleza (R$ 126,97) e Recife (R$ 125,64) o custo da cesta básica registrou as respectivas variações: 2,13%, -0,92% e 0,79%.

A cesta básica em Belo Horizonte foi a que apresentou maior alta de seu preço no mês passado, com variação positiva de 3,55%. Em seguida está o Rio de Janeiro (2,44%) e João Pessoa (2,13%) também com variações elevadas. Além de Fortaleza, as quedas do custo da cesta foram apuradas em Aracaju (-1,84%), Goiânia e Florianópolis (ambas -0,23%).

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Belo Horizonte responde pela maior queda no ano

No que se refere às variações acumuladas, de janeiro a setembro seis das 16 capitais pesquisadas apresentação variação de preços negativa, com destaque para Belo Horizonte (-2,70%), Florianópolis (-2,15%) e Goiânia (-1,97%). Já João Pessoa (6,83%), Fortaleza (6,35%), Natal (5,44%) e Salvador (5,28%), todas no Nordeste, responderam pelas altas mais significativas verificadas na pesquisa.

Na variação dos últimos 12 meses, o estudo apontou para alta generalizada em todas as localidades, sendo que em duas o aumento superou o reajuste de 20% do salário mínimo: Salvador (21,57%) e João Pessoa (20,29%). As menores altas foram verificadas em capitais como Porto Alegre (9,52%) e Belo Horizonte (9,53%).

Tomate ficou mais caro, após três meses em queda

De acordo com o levantamento do Dieese, ao contrário do que ocorreu no trimestre anterior, quando nove a dez produtos apresentavam tendência de queda, no mês de setembro este número diminuiu para apenas cinco, o que mostra que um número maior de produtos que compõem a cesta básica apresentou tendência de alta.

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O destaque de alta é a carne bovina, que ficou mais cara em 14 capitais, com aumentos que variaram entre 5,23% a 7,22%. O café também registrou alta em seu preço, passando a custar mais caro em 11 capitais, cujas variações de preços ficaram entre 3,28% e 14,54%. Por sua vez, o arroz encareceu em 10 cidades pesquisadas; os aumentos mais significativos ficaram entre 3,59% e 4,23%.

O preço do tomate ficou mais caro em nove capitais, após ter tido seu preço reduzido por três meses seguidos; seus preços subiram entre 19,40% e 36,76%. Da mesma forma, o açúcar ficou mais caro também em nove cidades, cujas altas variaram entre 4% e 17,86%.

Finalmente, os produtos que ficaram mais baratos no mês passado foram o feijão, cujo preço caiu entre 4,36% e 13,87% em 11 cidades; o óleo de soja, que passou a custar entre 4,08% a 11,59% a menos em 12 cidades; banana, mais barata em 10 capitais com variações negativas entre 5,05% e 13,43%; batata, cujo preço caiu de 6,33% a 17,50% em outras nove cidades; e, por fim, a farinha de trigo, que barateou em cinco cidades, passando a custar entre 4,14% e 4,72% mais barato.