Dia dos Pais impulsiona vendas no comércio

Pagamento dos expurgos e liquidação da coleção outono-inverno também contribuíram; cenário econômico turbulento prejudicou vendas do crediário

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SÃO PAULO – O comércio está comemorando as boas vendas durante o feriado do Dia dos Pais. Também contribuíram com o bom movimento nos primeiros dias do mês de agosto, as liquidações da coleção outono-inverno e o pagamento dos expurgos do FGTS referentes aos Planos Collor I e Verão.

Cenário econômico turbulento afeta vendas no crediário

No entanto, de acordo com os dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas ficaram concentradas nos pagamentos à vista. Isso se deve, principalmente, ao cenário econômico turbulento dos últimos dias. Diante da incerteza em relação ao futuro da economia do país, os consumidores procuram, na medida do possível, evitar crediários.

Segundo dados do UseCheque, que mede o número de consultas de vendas à vista, nos primeiros 11 dias do mês de agosto, as vendas aumentaram cerca de 19,7% frente ao mesmo período do ano anterior. Já as consultas ao SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que medem as vendas a prazo, permaneceram estáveis no período em questão.

Para avaliar o número de vendas no período, foi utilizado o critério de média diária, pois o mês de agosto, até o Dia dos Pais, possui um dia útil a mais do que o mesmo período do ano passado, evitando dessa forma, uma análise com uma base comparativa distorcida.

No cálculo acumulado, sem a diferenciação por dia útil, as vendas no crediário caíram 10,1%, enquanto os cheques apresentaram aumento de 7,8% neste ano frente ao ano passado.

Perspectivas continuam desfavoráveis

Apesar dos resultados positivos, deve se levar em conta, que as vendas em datas promocionais são eventos isolados. Nessas épocas, o varejo acaba conseguindo impulsionar as vendas com promoções e ofertas.

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Contudo, para os próximos meses, a expectativa não é tão otimista assim, já que as variáveis econômicas não apontam recuperação sustentada nas vendas. A taxa de inadimplência continua elevada juntamente com o nível de desemprego, assim como a forte desvalorização cambial e a perda de poder aquisitivo dos trabalhadores devem continuar prejudicando um melhor desempenho das vendas no varejo.