Natal do primeiro semestre

Dia das Mães: varejo deve movimentar R$ 28 bilhões, diz pesquisa

Levantamento aponta que roupas, calçados e acessórios devem ser os campeões de venda este ano

Por  Equipe InfoMoney -

A segunda melhor data do ano para o comércio, ao menos em termos de faturamento, acontece já no próximo domingo: o Dia das Mães.

De acordo com um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise, 79% dos consumidores deve realizar ao menos uma compra até a data especial.

Em números absolutos, a expectativa é que, aproximadamente, 127,2 milhões de brasileiros presenteiem alguém este ano, o que deve movimentar uma cifra próxima de R$ 28,16 bilhões nos segmentos de comércio e serviços.

Mas a alta da inflação vai cobrar seu preço:  80% dos respondentes da pesquisa consideram que os preços dos produtos estão mais caros este ano, se comparado com 2021. Por isso, 33% esperam gastar mais este ano, principalmente para comprar um presente melhor (41%) e porque os produtos estão mais caros (40%). Por outro lado, 23% pretendem gastar menos, sobretudo porque o cenário econômico está pior que no ano passado (31%), devido ao orçamento apertado (28%) e para economizar (20%).

O levantamento mostra o impacto da inflação no poder de compra da população, mas indica também que a data continua como uma das mais importantes do varejo e o brasileiro.

Presentes preferidos para o Dia das Mães

Roupas, calçados e acessórios devem ser os líderes de venda neste ano, para 44%. Em seguida, aparecem perfumes (37%), chocolates (23%) e cosméticos (23%).

Em média, cada cliente deve adquirir dois presentes e as principais presenteadas serão a mãe (76%), a esposa (19%) e a sogra (18%). Com relação aos gastos, 25% dos entrevistados devem gastar entre R$ 51 a R$ 200 com os presentes e considerando a média total de gastos, o brasileiro deve desembolsar R$ 221,42.

Para celebrar a data, 43% dos entrevistados planejam comemorar na casa da mãe, 29% em sua própria casa e 11% vão almoçar fora – um aumento de 8 pontos percentuais frente a 2021.

Lojas físicas X comércio online

As lojas físicas aparecem como o principal local de compras dos brasileiros, 75% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar a maioria dos presentes fisicamente sobretudo nos shopping centers (31%) e em lojas de rua (24%).

A internet aparece como local de compra de 44% dos consumidores, uma redução de 13 pontos percentuais em relação ao ano passado, principalmente nos sites e lojas virtuais (36%). Considerando os que devem fazer compras em sites/lojas online, os mais citados são os sites de varejistas nacionais (58%), varejistas internacionais (43%) e de lojas de cosméticos (36%).

Para os entrevistados, os fatores que mais pesam na escolha do local de compra são a atratividade do preço (42%), a qualidade dos produtos (36%) e as promoções (32%).

“Dá para perceber que o consumidor está animado para fazer suas compras presencialmente, consequência da vacinação e da segurança que as pessoas estão sentindo em voltar a frequentar o comércio e shoppings. Por isso o varejista deve estar preparado para receber os consumidores e garantir as vendas”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

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