Dia das Crianças: fim de semana congestionado na Rua 25 de Março

No maior centro de comércio popular do País, crianças pedem brinquedos e dispensam as roupas e calçados

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SÃO PAULO – O final de semana que antecedeu o Dia das Crianças foi congestionado na Rua 25 de Março. Nas lojas de brinquedos a movimentação era caótica.

“Esse movimento é típico de Natal”, comparou o gerente geral da Armarinhos Fernando, Márcio Gavranic, que, segundo o Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo, registrou um público de 5,5 mil pessoas no último sábado, frente aos 3,5 mil clientes em um dia comum. “Esperamos que as vendas sejam 6% maiores neste Dia das Crianças, em relação à data de 2005”.

Economia

Nas ruas, o movimento não foi menor. A promotora de vendas Raquel de Souza e o motorista Fábio Domingues gastaram R$ 160 por duas bonecas e um jogo. “Se estivesse em um shopping seriam R$ 100 mais caros”, acredita Raquel.

Skate, patins e camisas de times de futebol foram as principais vendas na loja Mercadão dos Esportes. O gerente do ponto, Marcos Ferreira de Souza, acredita que o faturamento neste Dia das Crianças seja 25% maior do que no ano passado.

A gestora de projetos, Cláudia Souza, comprou um presente para os dois filhos. Como os dois escolheram uma bola de futebol, ela não precisou gastar mais de R$ 57.

Shopping center

Longe do tumulto, alguns consumidores preferiram passar o domingo nos shoppings. No West Plaza, zona oeste de São Paulo, o movimento era tranqüilo, mas as lojas de brinquedos estavam lotadas.

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Na Bmart, o movimento deste final de semana foi 20% maior do que no anterior. A dona de casa Cristiane Fernandes gastou R$ 200 com os brinquedos para o filho Fábio, de oito anos. “Optei em pagar em três parcelas com o cartão de crédito. Só não quero ficar endividada no Natal”, disse.

Vendas minguadas

Quem não está achando o Dia das Crianças nada divertido são os estabelecimentos de calçados e confecções. A Pepper, de sapatos infantis, e a Blue White, de roupas para bebês e crianças, estavam vazias.

“Ainda aposto no movimento do início da semana para registrar um aumento nas vendas de 10%”, espera a gerente da Blue White, Karina Barbosa. A vendedora da Pepper, Laura da Silva, estava preocupada, já que ganha por comissão. “Apesar do apelo da vitrine, o movimento de domingo desapareceu. Mas até o dia 12 há tempo para virarmos a situação”, confia.