Dia das Crianças anima comerciantes para as vendas do Natal

Movimento no comércio foi grande no último final de semana, um bom termômetro para as vendas de final de ano

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SÃO PAULO – O aumento das vendas no Dia das Crianças traz boa expectativa aos comerciantes para as vendas do Natal. O número de consumidores aumentou no último final de semana quando o movimento superou o fluxo esperado, refletindo na maior procura por brinquedos e vestuário infantil.

Shoppings tiveram movimento maior que o esperado

Mesmo na última hora, como não poderia deixar de ser, havia um grande número de pessoas comprando nos shoppings. Para os comerciantes, o consumo realizado no Dia das Drianças costuma ser um termômetro para as vendas no Natal.

Conforme levantamento realizado junto aos grandes shoppings de São Paulo, além de terem projetado um aumento nas vendas entre 7% e 10%, o grande número de visitantes chegou a surpreender. Em um shopping da zona Leste, foi preciso até abrir um estacionamento extra, o que só ocorre em dias de grande movimento.

Nas ruas, consumidores gastaram de R$ 30 à R$ 40

s comerciantes de lojas de rua, também se mostraram otimistas e alguns afirmaram um aumento nas vendas em 30%. Este comércio que oferece produtos com variados preços (R$ 1 à R$ 1 mil) apresentou uma média de gasto de R$ 30 a R$ 40 por comprador, o que justificou a maioria das compras em dinheiro.

Eleições, greve dos bancos e feriado atrapalharam vendas

Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas não foram tão boas como poderiam, pois três fatores as prejudicaram: eleições, greve dos bancários e o feriado prolongado.

No domingo anterior, 03 de outubro, a maioria das lojas fechou e muita gente não conseguiu sacar dinheiro do pagamento, por causa da greve dos bancos. E ainda em função do feriado prolongado, muita gente saiu de São Paulo favorecendo a queda do movimento no comércio, informou Emilio Alfieri, economista da ACSP.

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Nos sete primeiros dias deste mês, a média das vendas fixou-se em 3% e as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), superaram o mesmo período em 2003, chegando em 7,1%. O Usecheque, que mede as vendas à vista, informou que houve uma queda de 1,1% nas consultas.

As vendas globais do ano apresentaram alta de 3%, o que é pouco expressivo, pois este percentual está apenas dentro da média total das vendas. A ACSP havia estimado um crescimento entre 4% e 5%. Vale destacar que em outubro do ano passado pela primeira vez o SCPC evidenciou alta expressiva de 9,8% sobre o ano de 2002.