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SÃO PAULO – A crise internacional e a conseqüente desvalorização do real fizeram as cidades brasileiras perderem – ou ganharem, dependendo do ponto de vista – algumas posições no ranking que classifica as cidades mais caras para visitantes estrangeiros.
O mais novo levantamento da organização ECA International revela que o Rio de Janeiro ainda é a cidade mais cara do País, mas que o município passou da 91ª para a 139ª posição entre as localidades com o custo de vida mais alto do mundo.
São Paulo e Brasília, que completam o trio nacional da lista, ocupam a 161ª e a 162ª colocações, acima dos 105º e 98º lugares, nesta ordem, registrados em setembro de 2007.
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Há dois meses, ranking era diferente
De acordo com a assessoria de imprensa da organização, há dois meses, em setembro, o ranking seria diferente. “O real era uma moeda mais forte dois meses atrás, assim, o País era mais caro para visitantes estrangeiros. Agora, com a desvalorização da moeda frente ao dólar, o Brasil está mais barato para quem vem de fora”, afirmou ao portal InfoMoney.
“Para brasileiros no exterior, no entanto, acontece o contrário. Para quem tem real para gastar fica mais caro sair do País”, completou.
Caracas foi a cidade que mais subiu no ranking
A capital da Venezuela, Caracas, foi a cidade que mais ganhou posições do ranking, passando da 128ª posição para o 18º lugar na lista. “A inflação acima dos 40% e a moeda forte deixaram bens e serviços cerca de 28% mais caros agora para estrangeiros do que em setembro de 2007”, afirma material de divulgação do estudo.
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Caracas é a primeira cidade do continente americano no ranking. Depois da venezuelana, Manhattan, Honolulu, Nova York e Los Angeles completam a lista das cinco cidades mais caras das Américas.
No ranking mundial, Luanda, em Angola, ocupa a primeira colocação no ranking, seguida pelas japonesas Tóquio, Yokohama, Nagóia e Kobe. Moscou, na sexta posição, tomou o lugar de Oslo (agora em 9º) como a cidade mais cara da Europa.