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SÃO PAULO – De acordo com o supervisor do escritório do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de São Paulo, José Silvestre Prado de Oliveira, o destino do décimo-terceiro salário do brasileiro muda de acordo com a renda.
“As pessoas com renda até quatro salários mínimos tendem a consumir e pagar dívidas. Nas parcelas que têm renda mais elevada, vai para reformar a casa, trocar o carro ou fazer viagens e para o consumo de produtos com maior valor agregado”, afirmou.
Quatro destinos
Segundo Oliveira, dentre todas as classes sociais, uma parte dos recursos vai para as compras de final de ano. Outra vai para investimentos como a troca do carro ou reforma da casa ou apartamento e para o pagamento de dívidas. O que restar vai para aplicações.
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“No geral, as pessoas costumam primeiro consumir do que pagar as dívidas, o que está errado. Elas devem pagar as dívidas, consumir o que é de necessidade e, o que sobrar, devem investir”, disse.
Segundo o Dieese, cerca de 63,8 milhões de pessoas devem ser beneficiadas com o décimo-terceiro salário este ano. Quase R$ 64 bilhões (com base do INSS de setembro e no INPC acumulado de janeiro a setembro de 2007, na comparação com 2006) devem ser injetados na economia brasileira por conta da bonificação. O valor médio do benefício foi estimado em R$ 919.
Estados
Em termos estaduais, Brasília receberá o maior valor médio (considerando todas as categorias de beneficiados): R$ 1.947. Por outro lado, o décimo-terceiro salário médio mais baixo ficará com o estado do Maranhão, R$ 554.
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No Nordeste, o valor médio do 13º ficou em R$ 639, enquanto no Sudeste, ele sobe para R$ 1.037,32. “Nas regiões onde se ganha mais, o gasto será maior com produtos caros”, disse Silvestre.
Como gastá-lo?
Ter o décimo terceiro em mãos pode ser uma tentação para quem quer trocar o carro ou comprar algumas roupas. Mas se está com dívidas, seja no cartão de crédito, no cheque especial etc., você deve aproveitar para saldá-las e limpar o nome, caso ele esteja constando nos bancos de “mau pagadores”.
Já para quem está com a situação financeira confortável e não sabe o que fazer com o dinheiro, uma opção pode ser guardar para pagar as contas típicas de começo de ano, como o IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) ou o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).
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Outra dica é investir o montante, para ser usado posteriormente em uma emergência ou na realização de um sonho, o que deve ser feito apenas com a análise de seu perfil de risco. Se você prefere ter uma rentabilidade menor, mas quer ter certeza de que, por mais que seja pouco, o ganho será mensal e não haverá riscos de perder o dinheiro aplicado, você é conservador. Neste caso, os meios indicados são poupança, fundos de renda fixa e DI.
O investidor moderado tem alguma tolerância ao risco. Para ele, a recomendação é que direcione uma parte do montante aos fundos de renda fixa, referenciados DI ou de curto prazo, dependendo do período em que pretende manter o dinheiro aplicado. O restante pode ser aplicado em fundos multimercados com/sem renda variável, ou em fundos de ações que não incluam alavancagem.
O perfil agressivo trata-se do investidor mais experiente e que conhece melhor os mecanismos de mercado. Com grande tolerância ao risco, a sugestão é entrar no mercado de ações.