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SÃO PAULO – O que fazer com eletrônicos antigos se as novidades do mercado nos faz querer cada dia um novo aparelho? Computadores, aparelhos celulares, MP3 players, palm tops, impressoras, televisores e afins, empresas lançam cada dia um aparelho mais atrativo ao consumidor. Mas o que fazer com os antigos equipamentos?
Cerca de 700 mil celulares já foram descartados em todo o mundo, dos quais 130 mil apenas em 2005. As TVs de tela plana tomaram lugar dos televisores que um dia já foram preto e branco. Mas ao trocar os artigos, o consumidor não imagina os problemas que a má destinação pode trazer à sua vida e a quem está ao seu redor.
Para se ter uma idéia, o antigos monitores CRT e televisores contém em média 6 libras de chumbo venenoso, grande fonte de substâncias tóxicas, nocivas para a saúde das pessoas e para o meio ambiente. Segundo dados de análise realizada pela Universidade da Califórnia, celulares descartados depositam substâncias no meio ambiente que acabam por afetar a vida humana.
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Descarte consciente
Para evitar a emissão das substâncias que agridem o meio ambiente, uma solução é a reciclagem dos eletrônicos, tanto por parte das empresas, que devem desenvolver programas de coleta e reciclagem dos componentes, quanto pelos consumidores, que não devem simplesmente jogar os itens em meio ao lixo comum.
O Greenpeace publica relatório chamado “Guia dos Eletrônicos Verdes”, um estudo que revela a consciência ambiental das marcas de produtos TI. A Nokia obteve o primeiro lugar no ranking, uma vez que os consumidores podem encaminhar as pilhas e baterias esgotadas, além dos produtos velhos, aos postos de serviço autorizados.
Mentalidades ambientalistas
Pesquisas revelam que consumidores mais exigentes devem alavancar o interesse da indústria de Tecnologia da Informação (TI) para investir mais no setor ambiental das empresas. Debates sobre o aquecimento global na mídia estão contribuindo para formar mentalidades “ambientalistas” pelo mundo, o que pode acabar interferindo nas vendas do setor, afetando a decisão de compra do consumidor.
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Durante os próximos cinco anos, as pressões para mais investimentos no setor ambiental das indústrias podem aumentar, forçando empresas a se tornarem mais “ecologicamente corretas”, e a consciência das empresas pelas questões ambientais deve aumentar quando houver maior procura de consumidores por produtos que não afetam o meio ambiente.
No Brasil, a política nacional de resíduos sólidos ainda não foi aprovada, o que faz com que o lixo continue sendo descartado de qualquer maneira. A única lei que existe – a Resolução nº 257 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) – só serve para pilhas e baterias.