Depois de problemas nos carros, GM pode ser processada em R$ 7,6 bilhões

Estado do Arizona, nos Estados Unidos, diz que montadora sabia sobre defeito de ignição bem antes dos recalls

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SÃO PAULO – O ano de 2014 não foi um dos melhores para o General Motors. Em torno de 2,6 milhões de carros da montadora passaram por um recall para consertar um defeito de ignição, que levou a 33 mortes confirmadas.

Agora, o próximo ano deve ser marcado por processos judiciais. O procurador-geral do estado do Arizona, nos Estados Unidos, está processando a empresa em US$ 3 bilhões (R$ 7,6 bilhões, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 25 de novembro de 2014).

Segundo o jornal The Detroit News, ele alega que a GM vendeu as unidades com defeito, mesmo tendo conhecimento da falha, e não fez nada por quase uma década para corrigi-lo. A ação ainda alerta que os defeitos vão além dos interruptores de ignição. 

“Os defeitos afetam praticamente todos os sistemas de segurança em veículos da GM, incluindo, de forma limitada, os air bags, cintos de segurança, freios, luzes de freio, controle eletrônico de estabilidade, limpadores de para-brisas, sensores e módulos eletrônicos, e sinais de alerta”.

O grande problema para a montadora é que a falha foi registrada em carros antigos da marca, como modelos antigos do Chevrolet Cobalt e Saturn Ions. Só no Arizona, cerca de 300 mil veículos tiveram que passar pelo recall este ano.

Se o processo for adiante, o tribunal pode multar até US$ 10 mil (R$ 25.367), por carro vendido, o que elevaria o total de US$ 3 bilhões em multas.

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Em nota para a publicação, a GM afirmou que a ação deturpa os fatos e que pretende se defender vigorosamente, uma vez que o seu objetivo é garantir a segurança dos clientes.