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SÃO PAULO – A falta de atividades sobre educação no trânsito nas escolas é um dos motivos apontados pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para que grande parte dos adolescentes entre 15 e 17 anos não utilizem o cinto de segurança e sejam passageiros de motoristas que estão alcoolizados.
Segundo pesquisa realizada pelo órgão, em 51,8% das escolas públicas e particulares analisadas não foram realizadas quaisquer atividades sobre educação para o trânsito. E apesar da série de campanhas educativas públicas realizadas pelos órgãos de trânsito, seis em cada dez jovens entrevistados não se lembram de nenhuma campanha realizada recentemente.
Em levantamento realizado com 868 adolescentes em escolas de seis capitais do País (Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Porto Alegre) entre outubro e novembro do ano passado, o Denatran constatou que 55% dos adolescentes nessa faixa etária retornam de uma festa de carona no carro de amigo alcoolizado. E que apenas 21,6% desses adolescentes sempre utilizam o cinto de segurança quando estão de carona em veículo dos pais ou de amigos quando saem para festas noturnas.
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Ineficácia das campanhas
Os resultados, para o Denatran, demonstram que as campanhas educativas e a falta delas nas escolas contribuíram para os resultados. Para o órgão, as campanhas públicas sobre segurança se mostram ineficazes entre esse público.
Exemplo disso é o número de jovens que afirmaram que não mudaram nenhuma atitude por conta de uma campanha de educação. A maioria, 53,3%, não mudou o comportamento.
Errando o alvo
Além da falta de ações nas escolas, o Denatran acredita que, nos casos de campanhas públicas, o órgão está errando o alvo. Segundo a pesquisa, 52,2% das meninas se mostram mais sensíveis às mudanças de comportamento quando vêem tais campanhas, contra 39,6% dos garotos.
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“Seria um bom resultado, mas é um indicador de baixa eficiência das campanhas recentes, que vêm errando o alvo principal, ao que parece, porque as meninas são a minoria absoluta do grupo de jovens em risco no trânsito”, afirmou o órgão. Isso porque 70% dos jovens que morrem em acidentes de trânsito são homens.