Demanda e oferta de crédito devem perder força nos próximos meses

Dentre os motivos para a desaceleração, estão a piora da inadimplência e a elevada incerteza sobre a economia global

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SÃO PAULO – A demanda e a oferta de crédito, especialmente o não emergencial (cartão de crédito e cheque especial), devem perder força nos próximos meses, segundo estimativa da LCA Consultores.

Dentre os motivos para a desaceleração, estão a piora da inadimplência corrente e a elevada incerteza do quadro econômico global, que, segundo a consultoria, vem se traduzindo em revisões contínuas para baixo das projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2011 e 2012.

Para se ter uma ideia, até meados de julho, esperava-se que o PIB crescesse em torno de 4% ao ano. Nas últimas semanas, contudo, essa projeção vem se aproximando de 3% a.a. No que diz respeito às expectativas médias do saldo de crédito, a LCA aguarda alta de 16% em 2011 e de 15,5% em 2012, bem abaixo dos 20,6% apurados em 2010.

Crédito
De acordo com o BC (Banco Central), o estoque de crédito atingiu a marca de R$ 1,93 trilhão no final de setembro, acréscimo de 2,1% sobre agosto, o que corresponde a 48,4% do PIB.

Considerando apenas as concessões de crédito para pessoas físicas, a média diária (descontados os efeitos sazonais), avançou 0,3%, segundo a LCA. Em agosto, este percentual foi de 0,4%, e de janeiro a julho, de aproximadamente 1,1% ao mês. Para a consultoria, o movimento aponta sinais claros de desaceleração.