Decisão sobre internet banda larga mais barata deve sair até o final de abril

Informação foi dada pelo ministro das Comunicações Paulo Bernardo, em encontro com empresários no Rio de Janeiro

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SÃO PAULO – A decisão sobre o barateamento do serviço de internet banda larga para a população brasileira deve sair até o final de abril. A afirmação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve nesta segunda-feira (28) na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) em um encontro com empresários, para discutir o custo da internet para as corporações no País.

O ministro destacou que a decisão será adotada de acordo com decisão do Confaz (Conselho de Secretários de Fazenda) e em negociação com as empresas. “Se tirarmos [o imposto] sobre a banda larga, o impacto financeiro não será tão grande e esse serviço vai crescer muito”, afirmou à Agência Brasil.

Além do crescimento da oferta de serviço, o ministro espera queda no preço, maior velocidade no serviço e mais investimentos pelas empresas. Segundo Bernardo, a Telebras terá uma atividade de gerenciamento das fibras ópticas que pertencem à Eletrobras e à Petrobras e vai competir no tráfego, no atacado. Isso significa que os pequenos e médios provedores terão condições de oferecer um serviço mais rápido e mais barato.

O ministro ressaltou ainda que está negociando a banda larga com as empresas do setor, por meio do Programa Geral de Metas e Universalização, capitaneado Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Como as empresas estão oferecendo sua estrutura fixa para a internet, o governo espera acelerar o programa nacional de banda larga e trabalhar a inclusão digital em conjunto com os estados.

Investimentos
A avaliação do ministro é que as empresas precisam fazer mais investimentos, aproveitando que o mercado está crescendo e mais pessoas têm acesso a computadores. “As empresas têm que ganhar mais fornecendo escala e não cobrando mais alto. Vocês vão ‘lavar a égua’ se venderem internet mais barato. Vai vender muito e a tendência disso é baratear. Achamos fundamental que o serviço seja feito também pela iniciativa privada. O governo vai cuidar de setores onde a rede é muito baixa”, declarou.

Bernardo defendeu que é possível derrubar impostos sobre a banda larga e que o Confaz pode adotar uma resolução nesse sentido, autorizando o estado que desejar fazer adesão à medida.

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“Temos necessidade de dinamizar com muita velocidade o acesso das pessoas e das empresas à internet. Isso vai gerar um imenso número de empregos no país”, disse. Na opinião do ministro, a redução dos preços pode resultar em aumento da qualidade dos serviços.

“Com a infraestrutura que temos hoje e um pouco mais de investimento, é possível oferecer serviço de melhor qualidade, com menor preço”, afirmou. Para ele, se for ampliado o número de usuários com acesso à internet, mesmo com a velocidade reduzida como é hoje, será dado um salto extraordinário.