Dá para aproveitar o resto das férias, mesmo com pouco dinheiro

Para quem ficou em SP, os centros e institutos culturais oferecem opções de diversão a baixo custo ou até de graça

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SÃO PAULO – A matrícula da faculdade tirou a grana que você tinha para viajar nessas férias. Mas não é por isso que você vai ficar em casa. Existem alternativas que garantem diversão a baixo custo para quem ficou em São Paulo.

Muitas delas estão nos centros culturais da cidade, concentrados na zona central. Música, teatro, cinema, exposições e outras atividades são oferecidas a preços populares ou gratuitamente.

Então, não há motivos para ficar em casa no pouco tempo de férias que ainda resta, basta um pouco de dinheiro no bolso.

Arte para que te quero

Para quem adora uma exposição, São Paulo é o lugar certo. A metrópole mais cultural do País conta com os principais e maiores acervos de artes plásticas. A começar pela Pinacoteca do Estado, na Praça da Luz, no centro. O museu mais antigo da cidade conta com exposições permanentes e itinerantes e, aos sábados, a entrada é gratuita. Nos demais dias, a meia-entrada fica por apenas R$ 2.

Passar o dia no Masp (Museu de Arte de São Paulo) não é nada mal, principalmente quando não se paga por isso. Às terças-feiras, a entrada é franca e o visitante tem acesso a todas as exposições. Na mais recente, o museu mais importante da cidade, que fica na famosa Avenida Paulista, exibe do seu acervo permanente duas séries de telas de Portinari.

Para não ficar apenas no centro, vale conferir a programação do MIS (Museu da Imagem e do Som), localizado no Jardim Europa, que conta com vasto acervo de imagem e som, além de exposições, palestras, oficinas e cursos com preços que cabem no bolso do estudante. A inscrição para um módulo do curso de roteiro, por exemplo, sai a R$ 25 a meia.

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Para quem gosta do assunto, a cidade oferece muitas outras opções a custos baixos. Há o MAM (Museu de Arte Moderna), Museu da Língua Portuguesa, Museu Paulista, Memorial da América Latina, o Centro Cultural Fiesp e até o Museu do Futebol, para os amantes da bola. Enfim, muita arte para bolsos apertados.

A sétima arte

Os cinéfilos também têm seu espaço na cidade. Mostras e exibições garantem o bom gosto de uma freguesia não muito abastada. O Centro Cultural São Paulo, ao lado da estação Vergueiro do Metrô, por exemplo, conta com uma programação especial de verão, para quem não abre mão do cinema nacional. A partir do dia 20, a mostra “Paulistas por adoção” apresenta, entre outros, os recentes “Casa de Alice” e “Bodas de Papel”. Para vê-los, basta retirar os ingressos, gratuitos, uma hora antes de cada sessão. A programação completa pode ser encontrada no site da instituição (www.centrocultural.sp.gov.br).

Até o próximo dia 19, ainda é possível conferir, sem pagar nada, no Centro Cultural Banco do Brasil (região central) a mostra de cinema “Humor à francesa”, que traz a comédia do novo cinema francês. Os ingressos estarão disponíveis a partir das 10 horas do dia da sessão escolhida. A lista dos filmes também está no site do Centro (www.bb.com.br/cultura).

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Quem não curte cinema brasileiro, tampouco o francês, pode aproveitar que a meia-entrada ainda não foi alterada, para conferir os blockbusters da temporada e evitar filas. Para quem ainda não viu, vale aproveitar que o CineArte Lilian Lemmertz, na Pompéia, ainda exibe “Ensaio Sobre a Cegueira” com ingresso inteiro que varia de R$ 6 a 16. O teen “Crepúsculo” pode ser visto por R$ 5 a meia no Gemini, da Paulista. Por R$ 6, a meia, é possível assistir ao novo “A Troca”. A meia de “Marley e eu” sai a R$ 7, no Bristol, da Paulista.

Literatura e teatro

Para quem não conhece, vale a pena dar visitar a Casa Haroldo de Campos, mais conhecida como Casa das Rosas, na Avenida Paulista. O centro cultural volta a sua programação à literatura e à poesia e oferece aos amantes do tema, palestras, cursos e workshops a preços baixos. A programação de verão pode ser conferida no site www.poiesis.org.br.

Os palcos também têm seu espaço na seção “muito por pouco”. No Sesc de Pinheiros, por exemplo, dá para assistir ao ator Thiago Lacerda no papel de Calígula na peça homônima a R$ 10, pagando meia. No Sesc Santo André, rir faz bem, até para o bolso. O especial “Risos de uma noite de verão” terá uma apresentação de stand-up comedy no dia 22 deste mês, com entrada grátis. Para os mais exigentes, “As eruditas”, texto de Molière, está nos palcos do Sesc Santana, também com meia a R$ 10.

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O CCSP também tem peças na sua programação de verão e, em dias específicos, é cobrado o ingresso de R$ 2 para assisti-las. É o caso de “Navalha na Carne”, cuja sessão do dia 21 deste mês terá esse preço. Nos demais dias, sai a R$ 15. A peça “Réquiem” sai a R$ 10, sendo que, no dia 3 de fevereiro, a entrada custará R$ 2.

Para olhar, comer e comprar

Chorinho, pastéis e objetos antigos você pode encontrar na tradicional feira da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, aos sábados, a partir das 9h. A música é de graça, o pastel fica por R$ 3. No tradicional bairro da Liberdade, também é possível se divertir. Na feira, que ocorre aos sábados, a partir das 9h, e aos domingos, às 10h, as barracas que servem tempurá e yakissoba estão bem mais tranquilas. Objetos com motivos orientais também são uma boa pedida: há desde pequenos talismãs a R$ 5 até espadas a R$ 80 ou mais.

Na Paulista, o domingo também é de feira. Barracas de artesanatos, quadros, roupas, bolsas e bijuterias ficam instalados ao longo da avenida, mas se concentram em frente ao Parque Trianon. O vão do Masp não fica livre nesse dia. A feira de antiguidades toma todo o espaço. Lá, é possível comprar e vendar moedas antigas, objetos de decoração e arte. Olhar não custa nada.

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Para os ouvidos

Neste mês, samba é no Centro Cultural Banco do Brasil. A instituição promove um encontro de sambistas de gerações diferentes na série “É tradição e o samba continua”. Os shows acontecem todas às terças, às 13h e às 19h30, com ingressos a R$ 6, sendo que estudantes pagam R$ 3. A relação dos artistas pode ser encontrada no site do Centro Cultural.

Falando em samba, Tereza Cristina canta clássicos do gênero nos dias 22 e 23 deste mês no Sesc Santana, a R$ 10 para estudantes. Para os mais conservadores, clássicos do Jazz poderão ser ouvidos a R$ 10 no New Jazz Bar, em Pinheiros, toda terça, até o dia 17 de fevereiro. O valor não inclui a consumação.

Os roqueiros têm seu espaço no Studio SP, na Augusta. A entrada no bar é gratuita, mas paga-se pelo consumo. O bar sempre oferece o melhor da cena do rock, mas ainda não liberou a programação da próxima semana. É bom ficar atento.

Batendo perna

Para quem só quer saber de relaxar e apreciar a arquitetura da cidade, o centro velho ainda é uma boa pedida. O Teatro Municipal está fechado até março para uma reforma na Ala Nobre. No entanto, quem aprecia uma arquitetura mais antiga ainda pode conhecer a Sala São Paulo.

Valem as visitas ao Edifício Banespa, ao Mercado Municipal e à Estação da Luz, todos no centro. O Palácio dos Bandeirantes, na Avenida Morumbi, que conta com grandiosas salas e acervo de telas e esculturas – são 1.680 obras.

Nesse calor, os parques oferecem sombra e água fresca. Os do Ibirapuera, da Água Branca e Villa Lobos estão vazios e merecem uma visita. Para se refrescar, o Sesc Pompéia oferece grátis uma rampa de gelo para os esportistas que ficaram na cidade. Lá, é possível praticar snowboard, ski e patinação.

Diversão e Arte o ano todo

O bolso não sofre menos apenas durante as férias. Durante todo ano, os centros e institutos culturais promovem atividades a preços populares. Peças, shows, filmes, exposições e outras atividades artísticas e físicas podem custar nada.

É só ficar de olho na programação desses centros, como o São Paulo, o do Banco do Brasil, Itaú Cultural e o da Fiesp. Os Sescs espalhados pela cidade também têm vasto roteiro cultural.

Para encontrar as atividades de seu gosto e que caibam no orçamento, a internet também é uma ótima ferramenta de pesquisa.