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(SÃO PAULO) – A CVC Brasil Operadora & Agência de Viagens SA., agência de viagens financiada pela Carlyle Group LP, está apostando que programas de intercâmbio em língua inglesa ajudarão a superar uma desaceleração em um momento que menos brasileiros viajam por diversão.
O esforço para diversificar seus serviços de viagens devem ajudar a CVC a manter o número de 4 milhões de viajantes que usaram seus serviços no ano passado, disse o fundador e presidente Guilherme de Jesus Paulus. A fraqueza do real está fazendo com que destinos como a Disney menos atrativos para a nova classe média, que corresponde a 50% da clientela da companhia, de acordo com o presidente.
“Os brasileiros sacrificarão tudo para mandar suas crianças para aprender inglês fora do país”, disse Paulus em uma entrevista em São Paulo no dia 31 de março. “É um investimento”.
Consumidores brasileiros estão sentindo os efeitos de taxas de juros mais altas para manter a inflação sob controle e aliviar uma economia que ruma ao seu pior ano desde ao menos 1992. O real é a moeda com pior performance dentre as principais ante o dólar nesse ano, com queda de 15%. O Canadá, os EUA e a Inglaterra são destinos populares para intercâmbios entre estudantes brasileiros.
O dólar mais forte faz com que mais brasileiros prefiram viajar dentro do Brasil do que ao exterior. Viagens domésticas cresceram para 70% do total em janeiro, ante 60% um ano antes, disse o diretor executivo Luiz Eduardo Falco Pires Correa.
A CVC planeja abrir 100 novas lojas por ano e alcançar mais de 1.000 em 2015. As ações da companhia caíram 2,5% no ano passado, em comparação com um crescimento de 5% do Ibovespa. A Carlyle detém uma fatia de 46% na companhia.
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