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SÃO PAULO – Os brasileiros não devem pagar mais este ano do que no ano passado com tarifas bancárias, inclusive para manter a conta corrente, e, por conta disso, a receita das instituições financeiras com o tipo de serviço deve se manter estabilizada em 2008.
De acordo com o assessor técnico da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Ademiro Vian, ainda não é possível ter uma noção correta de quanto ficará a receita neste ano. “Na nossa visão, não haverá aumento”.
Questionado sobre o motivo para este movimento, ele afirmou ser devido à concorrência entre os bancos. Ele explicou que, potencialmente, as instituições podem cobrar mais pelas tarifas, mas acabam não cobrando por medo de perder clientes.
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Regulamentação
A regulamentação para a padronização das tarifas bancárias, realizada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) no ano passado e que passou a vigorar em 30 de abril deste ano, não foi apontada como um motivo para a manutenção dos ganhos dos bancos com tarifas bancárias.
“O motivo não é a regulamentação. Obviamente que o cliente ficou com mais informação, mas é pelo amadurecimento do mercado”, ponderou Vian.
Com a regulamentação, caiu de aproximadamente 50 para 20 o total de cobranças que as instituições financeiras podem fazer. Além disso, foi criado um pacote de serviços padrão, para que fique mais fácil a comparação de preços de diferentes bancos pelos contribuintes.
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Análise de dados
De acordo com a Febraban, as tarifas bancárias representavam, em 2007, 23,3% da receita dos bancos. Em 2000, elas tinham participação de 15,7%.
As operações de crédito, por sua vez, detêm maior peso nas receitas com serviços dos bancos. Em 2000, elas tinham representatividade de 50,4% e passaram para 51,1% em 2007.
As operações de tesouraria que, no passado, tinham enorme representatividade no setor, como as operações de mercado aberto, perderam significado: encolheram de 33,9% da receita total dos bancos para 28,7% entre 2000 e 2007.