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SÃO PAULO – O Índice de Custo de Vida, ou ICV, calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) para o Município de São Paulo, apresentou alta de 1,26% no mês de setembro.
A taxa verificada no mês passado é 1,41 ponto percentual superior àquela apurada em agosto (-0,15%) e 0,31 ponto percentual acima da taxa verificada no mesmo mês no ano passado, quando o ICV havia ficado em 0,95%. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses terminados em setembro passou a ser de 15,86%. No acumulado de janeiro até setembro, o ICV registra alta de 8,40%.
De acordo com o estudo divulgado nesta segunda-feira, dia 06 de outubro, parte do aumento do ICV registrado no mês passado diz respeito à elevação da tarifa de água e agosto, que subiu 19,01%, causando um impacto de 0,35 ppt no índice do período.
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Apenas o grupo Vestuário não subiu seus preços
Com exceção apenas do grupo Vestuário (-0,11%), os demais segmentos registraram aumento de preços. O principal destaque ficou por conta da Habitação (1,73%), que respondeu por 0,41 ppt do ICV de setembro. A elevação dos preços do segmento se deu principalmente pelo aumento dos gastos do subgrupo operação do domicílio (2,55%), puxado pela alta da tarifa de água e agosto.
No que se refere à Alimentação, que contribuiu com 0,36 ponto percentual no ICV, a maior alta dos preços ficou com o subgrupo produtos in natura e semi-elaborados (2,40%), seguida pela leve alta da indústria da alimentação (0,34%). Por sua vez, o subgrupo alimentação fora do domicílio registrou um custo 1,31% maior no mês passado.
No subgrupo produtos in natura e semi-elaborados as maiores altas correspondem aos seguintes produtos: legumes (9,42%), carnes (4,67%), frango (4,82%) e frutas (3,99%). Em contrapartida, os seguintes alimentos ficaram mais baratos no mês passado: hortaliças (-2,10%), raízes e tubérculos (-1,70%), ovos (-1,09%) e grãos (-0,32%). Finalmente, na alimentação fora do domicílio a alta foi puxada pelo aumento dos custos da refeição principal (1,30%) e dos lanches (1,34%).
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Saúde e Transportes pesaram mais no orçamento
Por sua vez, o grupo Saúde (1,86%) contribuiu com 0,24 ppt no índice, apesar de ter apresentado a maior inflação no mês. O principal motivo para a alta se referiu ao reajustes da assistência médica (2,01%), em função da elevação dos custos dos seguros e convênios médicos (2,56%). O subgrupo produtos e medicamentos farmacêuticos também registrou alta no mês (1,30%).
No grupo Transportes, cuja contribuição para o ICV foi de 0,20 ppt, a inflação registrada foi de 1,24%, resultante da alta de 1,28% no subgrupo individual em decorrência da alta do preço dos combustíveis (1,82%). Os custos de transporte coletivo subiram 1,13% devido ao reajuste da tarifa do metrô (3,60%) e do táxi (13,46%).
Finalmente, o grupo Despesas Pessoais registrou elevação de 1,48% decorrente do aumento dos gastos com higiene e beleza (0,73%) e fumo e acessórios (2,90%). Este grupo representou, em setembro, participação de 0,05 ppt no ICV apurado.