Custo de vida sobe pelo segundo mês consecutivo em São Paulo e registra 0,83%

Segundo Dieese, inflação na capital paulista teve impacto de Transportes, Habitação, Saúde e Despesas Pessoais

Publicidade

SÃO PAULO – Pelo segundo mês consecutivo, o custo de vida ficou mais alto para o paulistano. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), em estudo divulgado nesta terça-feira (7), o Índice de Custo de Vida (ICV) para o município de São Paulo voltou a subir em novembro e registrou alta de 0,83%. Esta é a quarta maior taxa do ano.

No período, a inflação medida pelo índice registrou um aumento de 0,30 ponto percentual em relação à taxa de outubro (0,53%). De janeiro a novembro a inflação acumulada é de 7,12%. Nos últimos 12 meses, de dezembro de 2003 a novembro de 2004, a taxa situa-se em 7,46%.

Transporte, Habitação e Saúde são destaques

De uma maneira geral, o índice de novembro de 2004 foi pressionado pelo aumento dos preços dos itens Transporte, Habitação, Saúde e Despesas Pessoais.

Os gastos com Transporte (1,68%) contribuíram com 0,26 ponto percentual no resultado de novembro. O principal destaque ficou de novo no subgrupo individual, que variou 2,29%, em razão do reajuste nos combustíveis (3,95%), e novamente pela pressão exercida pelo álcool (9,95%).

Outro grupo que registrou aumento foi o de Saúde (1,19%). O segmento foi, em grande medida, novamente impulsionado pelo subgrupo assistência médica, que variou 1,46%, com grande contribuição das altas taxas praticadas pelos seguros e convênios médicos, com 1,82%.

As despesas com Habitação também pesaram no bolso do paulistano. A alta de 0,77% sofreu grande impacto com os reajustes de operação do domicílio (1,04%) e com o elevado aumento das tarifas telefônicas, que subiram 4,32%

Continua depois da publicidade

Despesas Pessoais teve alta expressiva

Graças ao peso que o item Alimentação tem na composição do ICV (26%), o impacto da variação de 0,25% contribuiu em 0,06 ponto percentual para a inflação do mês. Pequenas variações ocorreram nos grupos in natura e semi elaborados (-0,01%). O segmento Indústria Alimentícia teve alta de 0,15%, e o destaque em termos de alta foi do quesito Alimentação Fora do Domícilio, com alta de 1,03%.

O grupo Despesas Pessoais também teve uma alta expressiva, de 2,70%, e contribuiu com 0,09 ponto percentual para a inflação. O subgrupo que mais pesou para este aumento foi o de fumo e acessórios, que teve aumento de 7,33%, pressionado pelo reajuste nos preços do cigarro.

Com isso, o Dieese afirma que os grandes responsáveis pela inflação no mês de novembro no município de São Paulo são os combustíveis, seguros e convênio médico, tarifas telefônicas e cigarro, que contribuíram com 0,64 pontos percentuais no índice do penúltimo mês do ano.