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SÃO PAULO – O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), divulgou há pouco o Índice de Custo de Vida (ICV) no município de São Paulo referente ao mês de fevereiro. O ICV, que é uma medida de inflação durante o período estudado subiu 0,13% em fevereiro, ficando 0,95 ponto percentual (pp) abaixo do índice de janeiro que foi de 1,06%. Segundo o DIEESE, a queda do preço da gasolina combinada às variações negativas ou próximas de zero dos grupos alimentos e vestuários contribuiu para a menor escalada dos preços em fevereiro.
Saúde e habitação registram maiores altas em fevereiro
Segundo a pesquisa, a saúde (+2,30%) foi responsável pela maior alta em fevereiro, gerando uma contribuição de 0,28 ponto percentual para a composição do ICV, devido ao aumento dos preços dos medicamentos (+3,32%), refletindo o reajuste concedido pelo governo, que ainda deve gerar resquícios em março e também pela alta de 2,03% registrada pela assistência médica. Em seguida vieram, a habitação (+0,38%, contribuindo com 0,09 pp ao ICV), equipamentos domésticos (+0,37%, contribuindo com 0,02 pp ao ICV) e alimentação (+0,03%, contribuindo com 0,01 pp ao ICV) foram os destaque de aumento dos preços em fevereiro.
Transporte e vestuário minimizam efeitos negativos das pressões de alta
Por outro lado, os grupos que registraram variações negativas em fevereiro foram o dos transportes (-1,35%, contribuindo com -0,22 pp ao ICV), que refletiu a queda de 5,63% registrada pelos preços da gasolina no período e o de vestuário (-1,47%, contribuindo com -0,07 para a formação do ICV), por conta das liquidações da coleção primavera-verão, tradicionais nesta época do ano, que geraram uma queda de 2,28% no subgrupo de roupas.
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Baixa renda sofre maior pressão inflacionária em fevereiro
Em fevereiro, as famílias paulistanas de menor poder aquisitivo foram as que registraram a maior pressão sobre o índice de custo de vida (+0,19%), já que os aumentos da saúde e da habitação são mais severamente sentidos por famílias de renda média de R$ 377,49. Por outro lado, a queda dos preços dos combustíveis exerceu um benefício maior para famílias de renda média de R$ 934,17 na formação do ICV (+0,13%) e também para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.791,10, que registraram ICV de 0,12% em fevereiro.
O ICV-DIEESE acumula no primeiro bimestre deste ano uma alta de 1,19% e nos últimos doze meses (entre março de 2001 e fevereiro de 2002) elevação de 9,57%. Os setores que registraram as maiores altas nos primeiros dois meses de 2002 foram educação e leitura (+6,65%) e saúde (+4,54%). Em contrapartida à queda de transportes (-3,28%) e vestuário (-1,27%).
Preços administrados são o foco de inflação
Como as taxas acumuladas até fevereiro superam os resultados dos mesmos períodos do ano passado, o DIEESE afirma que o controle da inflação deverá se dar através dos preços administrados (telefonia, energia, combustíveis, transportes públicos etc). No ano passado, estes preços foram os que mais exerceram pressão sobre os índices de inflação. Contudo, o DIEESE lembra que neste ano, por conta do racionamento de energia, a eletricidade já subiu 2,90% e para março o reajuste deverá ser 2,26%. Além disso, o botijão de gás subiu 12,43%, o que foi compensado pela queda do preço da gasolina.