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SÃO PAULO – O custo de vida para a classe média da cidade de São Paulo registrou, em 2011, a maior alta anual desde 2008. O crescimento foi de 5,91%, ante 6,22% registrado em 2008.
O ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média), medido pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), e divulgado nesta quinta-feira (19), ainda mostrou que a alta mensal teve como principais influências os grupos Despesas Pessoais e Saúde.
No ano passado, o grupo de Despesas Pessoais apresentou alta de 7,87%. Dentre os itens do grupo, as maiores influências para a variação positiva vieram dos gastos com passagens rodoviárias e aéreas (17,91%), teatro (9,34%), academia de ginástica (8,43) e viagem de excursão (7,80%). Outros itens que também colaboraram para o aumento foram bebidas alcoólicas e não alcoólicas com acumulado de 10,2% e 12,80, respectivamente.
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No grupo Saúde, que teve alta de 7,41%, os destaques ficaram com as altas nos preços dos planos de saúde (8,54%), serviços médicos (7,40%) e remédios (5,73%).
O ICVM abrange os consumidores com renda entre cinco e 15 salários mínimos, sendo que a metodologia comparou nesta edição os preços médios entre os anos de 2010 e 2011.
Outros
O ICVM também analisou o grupo de Educação, Alimentação, Transporte, Vestuário e Habitação. Cada um deles teve altas respectivas de 6,82%, 5,96%, 5,75%, 5,00% e 4,84%. No caso da educação, destaque para as variações dos preços do ensino particular e do material escolar, de 7,12% e 5,62%, respectivamente.
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Em Alimentação, os gastos fora do domicílio mostraram alta de 12,48% no ano passado, sendo o principal responsável pela alta do setor. No Transporte, destaque para as altas etanol (13,84%) e gasolina (7,22%).
Já no Vestuário, que teve alta de 5,00%, o principal impacto foi dos valores de calçados e acessórios de vestuário (9,46%), roupa infantil (4,92%) e roupa masculina (4,12%). Na Habitação (4,84%), os responsáveis pela elevação foram os preços dos serviços doméstico e consevação (8,33%), aluguel (7,51%) e serviços essenciais de moradia (3,31%).