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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação positiva de 0,44% em julho deste ano, na comparação com junho, que teve deflação de 0,34%. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (5), fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No sétimo mês do ano, de acordo com o levantamento, o grupo Transportes teve aumento de 0,54% e foi um dos que mais contribuiu para o aumento do índice na capital paulista, sendo que os combustíveis foram os que mais pressionaram a inflação, com alta nos preços do etanol (5,95%) e diesel (1,31%), mas leve queda no preço da gasolina (-0,29%).
De janeiro a julho, por sua vez, o ICV registrou alta de 3,58%. No acumulado dos últimos 12 meses – entre julho de 2010 e julho de 2011, o índice avançou 7,14%.
Segmentos
Além do grupo Transportes, o grupo de Saúde ajudou no aumento da inflação, com alta de 2,02%. Somados, Transportes e Habitação contribuíram com aumento de 0,43 ponto percentual no ICV deste mês.
Considerando o grupo Saúde, se destacaram as diárias hospitalares, que aumentaram 9,31%, seguidas por consultas médicas (2,64%), assistência médica (2,53%), seguros e convênios (2,45%) e por fim, medicamentos e produtos farmacêuticos (0,01%).
Em Alimentação, os produtos in natura e semielaborados ficaram 0,43% mais baratos, o que foi determinante para uma deflação neste grupo. Os demais subgrupos tiveram alta, com os produtos da indústria alimentícia tendo subido 0,26% e a alimentação fora do domicílio aumentado 0,36%.
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Em Habitação, o principal impacto veio da alta de 1,20% na conservação do domicílio, aumento ocorrido pelo reajuste da mão de obra da construção civil, de 1,57%.
Em relação aos demais grupos, os custos do Vestuário recuaram 0,27%, e dos Equipamentos Domésticos também (-0,44%).
Produtos in natura e semielaborados têm comportamentos diferentes
Ainda na análise do grupo Alimentação, houve variação nos preços de boa parte dos produtos in natura e dos semielaborados. Legumes, por exemplo, subiram 3,16% no mês. O preço da carne recuou 0,28%, o dos grãos caiu 2,86% e o de aves e ovos mostrou baixa de 3,87%.
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O preço das frutas também caiu, mas com menos intensidade (-0,43%). Também foi apurada deflação em alguns itens, como arroz (-0,88%), aves e ovos (-0,82%), carnes (-1,04%), legumes (-5,30%), hortaliças (-5,33%) e raízes e tubérculos (-6,01%).
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