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SÃO PAULO – O Índice de Custo de Vida, ou ICV, calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) para o Município de São Paulo, indicou que os preços dos bens e serviços por ele compostos apresentaram alta de 0,47% no mês de outubro, voltando a se estabilizar.
Pressão das tarifas públicas é menor
A taxa verificada no mês passado é 0,79 ponto percentual inferior àquela apurada em setembro (1,26%) e 0,66 ponto percentual menor do que a taxa verificada no mesmo mês no ano passado, quando o ICV havia ficado em 1,13%. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses terminados em outubro passou a ser de 15,10%. No acumulado de janeiro até outubro, o ICV registra alta de 8,93%.
De acordo com o estudo divulgado nesta terça-feira, dia 04 de novembro, parte da desaceleração da alta do ICV registrada no mês passado diz respeito à redução da pressão das tarifas públicas. Em setembro, estes aumentos haviam impactado de forma bastante significativa o índice daquele mês.
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Grupo Alimentos respondeu pela maior alta
Com exceção do grupo Transportes, os demais segmentos registraram aumento de preços. O principal destaque ficou por conta da Alimentação (0,96%), que respondeu por 0,25 ponto percentual do ICV de outubro. A maior alta dos preços ficou com o subgrupo produtos in natura e semi-elaborados (1,85%), seguida pela leve alta da indústria da alimentação (0,16%).
No subgrupo produtos in natura e semi-elaborados as maiores altas correspondem aos seguintes produtos: frango (10,80%), frutas (4,27%), legumes (4,15%) e carnes (2,16%). Em contrapartida, os seguintes alimentos ficaram mais baratos no mês passado: hortaliças (-0,83%), raízes e tubérculos (-3,37%), ovos (-1,09%) e grãos (-1,39%).
Por sua vez, o subgrupo alimentação fora do domicílio registrou um custo 0,68% maior no mês passado. Na alimentação fora do domicílio a alta foi puxada pelo aumento dos custos da refeição principal (1,30%) e dos lanches (1,34%).
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Apenas no grupo Transportes houve recuo
O grupo Saúde (0,80%) contribuiu com 0,10 ppt no índice, apesar de ter apresentado a segunda maior inflação no mês. O principal motivo para a alta se referiu à elevação no subgrupo medicamentos e produtos farmacêuticos (1,18%). A assistência médica (0,70%) subiu menos, mas representa maior peso no bolso do consumidor, contribuindo 0,07 ppt para o índice final enquanto os remédios tiveram impacto de 0,03 ppt.
No grupo Habitação (0,50%), que respondeu por 0,41 ppt do ICV de outubro, a elevação dos preços se deu principalmente pelo aumento dos gastos do subgrupo operação do domicílio (0,70%), puxado pelo reajuste nos serviços públicos (0,95%). Os subgrupos locação, impostos e condomínios (0,31%) e conservação do domicílio (0,01%) ficaram praticamente estáveis.
Finalmente, no grupo Transportes, cuja contribuição para o ICV foi de -0,04 ppt, a deflação registrada foi de 0,22%, resultante da redução de 0,58% no subgrupo individual em decorrência do recuo do preço dos combustíveis (1,12%), em especial o álcool (-4,03%). Os custos de transporte coletivo subiram 0,69%.