Custo de vida em SP sobe 0,81% em março, diz Dieese

Pressionado pelo reajuste nas tarifas dos ônibus municipais, ICV apurado na capital paulista é maior que o de fevereiro e de igual período de 2004

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SÃO PAULO – A inflação do município de São Paulo ficou em 0,81% no mês de março, segundo revela o ICV (Índice do Custo de Vida) apurado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) e divulgado nesta quinta-feira (7).

Pressionado pela alta de 17,65% nas tarifas dos ônibus urbanos da capital paulista, o índice de março foi 0,51 ponto percentual acima dos 0,32% verificados em fevereiro, e 0,34 ponto percentual maior que os 0,47% do mesmo mês de 2004.

No acumulado do primeiro trimestre de 2005, a inflação medida pelo ICV atinge 2,06%, resultado superior aos 1,75% registrados em igual período do ano passado. Já na somatória dos últimos 12 meses, o índice chega a 8,03%, o que representa a maior taxa anual desde dezembro de 2003 (9,56%).

Transporte pressiona alta

Segundo o Dieese, os grupos que mais contribuíram para a inflação de março foram Transportes, com alta de 2,92%, Alimentação (0,75%) e Habitação (0,37%). Estas categorias juntas foram responsáveis pela elevação de 0,75 ponto percentual no resultado registrado em março.

Maior pressão para o aumento do custo de vida em março, com 0,47 ponto percentual do índice, o setor de Transportes responde por 16,07% da composição do indicador apurado pelo Dieese. O encarecimento verificado na área decorre da significativa expansão de 10,34% das despesas com transporte coletivo, motivado pelos reajustes nas tarifas dos ônibus municipais.

Com 25,7% de representatividade do ICV, maior peso entre os grupos, a Alimentação teve elevação de custos generalizada de seus segmentos, com destaque para os produtos in natura (0,78%) e alimentação fora do domicílio (0,63%).

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A terceira forte pressão sobre o ICV de março veio do grupo de Habitação, que representou 23,47% da inflação do período. Entre seus subgrupos, a maior alta de custos ocorreu nas locações, impostos e condomínios (0,73%), sobretudo em função dos aluguéis mais caros e da cobrança do IPTU.

Vestuário mantém queda de custos

Entre os dez grupos analisados pelo Dieese, apenas Vestuário e Despesas Pessoais registraram deflação em março. No caso do primeiro segmento, a redução de 0,17% verificada no mês é a terceira consecutiva e foi estimulada pela retração de preços do subgrupo de roupas (-0,37%).

Já o grupo de Despesas Pessoais apresentou diminuição de custos da ordem de 0,37%.