Custo de vida em São Paulo sobe 0,26% em novembro, afirma Dieese

ICV em novembro teve alta de 0,26% para o município de São Paulo, queda de apenas 0,21 ponto percentual sobre outubro

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SÃO PAULO – O Índice de Custo de Vida, ou ICV, calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) para o Município de São Paulo, indicou que os preços dos bens e serviços apresentaram leve alta de 0,26% no mês de novembro, registrando, assim, uma desaceleração em relação a outubro.

A taxa verificada no mês passado é apenas 0,21 ponto percentual inferior àquela apurada em outubro (0,47%) e 2,94 pontos percentuais menor do que a taxa verificada no mesmo mês no ano passado, quando o ICV havia ficado em 3,20%. Com isso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses terminados em novembro passou a ser de 11,82%. No acumulado de janeiro até novembro, o ICV registra alta de 9,21%.

Saúde representou maior peso no ICV

De acordo com o estudo divulgado nesta terça-feira, dia 02 de dezembro, a desaceleração da alta do ICV registrada no mês passado diz respeito ao aumento dos preços dos grupos Saúde e Alimentação, alta balanceada pela queda nos gastos com Transportes.

Com exceção do grupo Transportes, os demais segmentos registraram aumento de preços. O principal destaque ficou por conta do grupo Saúde (1,05%), que contribuiu com 0,14 ponto percentual no índice, apesar de ter apresentado a segunda maior inflação no mês.

O principal motivo para a alta se deveu à elevação na assistência médica (1,35%), que representa um peso maior nos gastos com saúde. O destaque no subgrupo ficou por conta da alta nos seguros e convênios médicos (1,65%). As despesas com medicamentos e produtos farmacêuticos registraram queda insignificante de 0,04%.

Por sua vez, no grupo Alimentação (0,29%), que respondeu por 0,08 ponto percentual do ICV de novembro, a maior alta dos preços ficou com o subgrupo alimentação fora do domicílio, que registrou um custo 1,37% maior no mês passado, puxado pelo aumento dos preços da refeição principal (2,06%) e dos lanches (0,43%).

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No subgrupo produtos in natura e semi-elaborados (0,12%), as variações foram as seguintes: frutas (-0,82%), legumes (-2,34%), grãos (0,04%), carnes (0,90%), aves e ovos (1,35%), leite in natura (0,10%) e peixes e frutos do mar (5,44%). No que se refere ao subgrupo indústria da alimentação (-0,01%) houve forte estabilidade nos preços, com destaque para alta dos óleos (6,01%) e queda no açúcar (-3,72%).

Embora represente um peso relativamente menor na composição do ICV, apenas 0,02 ponto percentual, o grupo Recreação representou a maior alta de preços (1,56%), devido principalmente pelo aumento de 6,11% no subgrupo serviços, puxado pelo aumento nos jogos de azar (23,86%), tanto na loto (100%) como na sena (50%).

Transporte fica ligeiramente mais barato

Finalmente, no grupo Transportes, cuja contribuição para o ICV foi de uma variação negativa de 0,04 ppt, a mesma verificada no mês de outubro, sendo que a deflação registrada foi de 0,25%, resultante da redução de 0,35% no subgrupo individual em decorrência do recuo do preço dos combustíveis (-0,53%), estacionamentos (-14,96%) e despachantes (-4,17%). O transporte coletivo não apresentou reajustes em novembro.