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SÃO PAULO – Depois de gastar mais para adquirir a cesta
básica em maio, o custo da cesta para o paulistano
aumentou novamente no sexto mês do ano. A constatação vem da análise da
Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos),
divulgada nesta quinta-feira, dia 1º de julho.
Apesar dessa alta, o custo da cesta básica na capital paulista ocupa o terceiro lugar no ranking das cestas mais caras do país, perdendo apenas para Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em
junho a cesta básica do paulistano atingiu o valor médio
de R$ 174,90 – 3,69% maior que aquele verificado em
maio. Já o acumulado de alta de janeiro a junho é de 6,14%.
Entre alimentos pesquisados, oito registraram alta
Para realizar o estudo, o Dieese considera treze principais
produtos que compõem a cesta básica do paulistano, dos quais
oito ficaram mais caros em maio: tomate (27,40%), batata (5,93%), farinha de trigo (3,66%), açúcar refinado (3,41%), leite in natura tipo C (3,13%), pão francês (1,28%), manteiga (0,82%) e carne bovina de primeira (0,12%).
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Outros seis alimentos ficaram mais baratos no mês de maio, com destaque para o óleo de soja (-2,63%), arroz agulhinha (-1,65%), café em pó (-1,02%), feijão carioquinha (-0,77%) e banana nanica (-0,51%).
Mais tempo de trabalho para adquirir cesta básica
Comparando o custo da cesta básica em São Paulo com o salário
mínimo líquido (isto é, já descontada a parcela da
contribuição à Previdência Social), no mês de junho a
cesta do consumidor paulistano custava 72,84% de um salário
líquido – um recuo em relação ao mês anterior, que
correspondia a 70,25%.
No que se refere ao tempo de trabalho para se adquirir a
cesta básica, o estudo revelou que em São Paulo foram necessárias 148 horas de trabalho para adquirir
a cesta, considerando um trabalhador que recebe um salário
mínimo.
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Em maio foi preciso trabalhar menos, 142 horas e 44
minutos para comprar a cesta. Na comparação com o mês de
junho de 2003, entretanto, a diferença é ainda mais
significante, pois naquele mês era preciso trabalhar
muito mais, 155 horas e 07 minutos.