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SÃO PAULO – O custo das baterias e a capacidade de armazenamento de energia devem barrar a compra de carros elétricos. A conclusão é de um estudo do Boston Consulting Group, que entrevistou fornecedores e fabricantes de baterias de íon de lítio, as mais utilizadas nos carros elétricos atuais.
A expectativa do mercado é atingir o preço-alvo de US$ 250 por kWh (quilowatt por hora). Os custos atuais, segundo o estudo, estão entre US$ 1.000 e US$ 1.200 por kWh.
“Mesmo se os fabricantes alcançarem os objetivos técnicos, o custo da bateria continuará acima do alvo”, apontam os autores da pesquisa. “Claramente, o custo das baterias vai desempenhar um papel crítico ao determinar a viabilidade comercial dos carros elétricos”.
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Produção e tecnologia
Embora a produção em escala possa contribuir para a diminuição nesse valor – como ocorreu com as baterias vendidas ao consumidor, por exemplo, usadas em notebooks – atingir o preço alvo até 2020 é um “desafio substancial”, pois as baterias automotivas exigem mais requisitos, como segurança, durabilidade.
Ainda de acordo com o estudo, no curto prazo será preciso haver alianças entre fabricantes de peças automotivas e de células (núcleo das baterias) para desenvolver novas tecnologias nas baterias que permitam a redução do preço. No médio prazo, para que os carros elétricos adquiram o espaço desejado no mercado, os fabricantes precisarão ter adquirido uma produção em escala que diminua os custos.
Carros verdes
A North American International Auto Show, feira anual de automóveis que ocorre em Detroit, Estados Unidos, começa na próxima semana e deve ter como principais destaques neste ano os lançamentos de carros elétricos ou híbridos.