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SÃO PAULO – Na última segunda-feira (9), a Apple anunciou o seu novo relógio inteligente, o Apple Watch. Apesar de ser um dispositivo que o mercado estava esperando há um bom tempo, o smartwatch surpreendeu por conta do preço.
Os valores do relógio começam em US$ 349 (R$ 1.093,42, de acordo com a cotação do Banco Central do Brasil do dia 11 de março de 2015) – um valor justo, quando se considera que este é um dos maiores lançamentos da empresa nos últimos anos. Porém, o Watch Edition, uma versão de ouro 18 quilates, ultrapassa, em muito, essa quantia: o dispositivo varia de US$ 10 mil a US$ 17 mil (R$ 31.330 e R$ 53.261).
Por conta disso, o gadget, que chega ao mercado no dia 24 de abril, passou a ser o produto mais caro vendido pela companhia desde 1983. Na época, a Apple lançou o Lisa, um computador de configurações avançadas e o primeiro a ter um mouse, que custava o mesmo preço do Apple Watch. No entanto, o projeto é considerado um dos maiores fracassos da companhia, sendo que somente 100 mil unidades foram vendidas. Será que o relógio terá o mesmo futuro?
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O preço do luxo
A dúvida que fica é: qual a diferença entre o aparelho mais caro e o mais barato? Apenas a estética, todas as características de hardware são as mesmas. Com isso, a Apple abriu as portas para entrar no mercado de luxo.
A marca sempre foi sinônimo de produtos premium de alta qualidade. Mas com um relógio de ouro que custa quase 30 vezes mais que o modelo “básico”, a Apple ganha o status de luxo.
Aparentemente, esse já era o objetivo da norte-americana. Em outubro de 2013, a companhia contratou a ex-CEO da marca britânica de luxo Burberry, Angela Ahrendts, para cuidar das vendas de varejo e online e, em maio de 2014, ela comprou a marca de fones de ouvido Beats por US$ 3,2 bilhões.