Cuidado! Antecipação do ano-modelo pode trazer prejuízo para quem compra usado

A dica para não se enganar é verificar a nota fiscal do veículo já no momento da compra, para saber com exatidão sua idade

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SÃO PAULO – Os consumidores que vão comprar um carro usado devem tomar cuidado com a antecipação do ano-modelo. Isso porque eles vão adquirir um automóvel pensando que é praticamente novo, mas, na verdade, ele terá dois anos de uso.

De acordo com a Agência AutoInforme, a antecipação do ano-modelo é a prática em que as montadoras adiantam para meados do ano anterior ou até para os primeiros meses o lançamento do carro do ano seguinte. Esse é o caso, por exemplo, de um automóvel modelo 2009 que foi lançado em junho, julho ou até em janeiro de 2008.

Assim, a dica para não se enganar, é verificar a nota fiscal do veículo já no momento da compra. Só desse modo será possível saber com exatidão a idade do carro.

Vantagem para quem compra o zero

A antecipação tem o objetivo de esquentar as vendas da marca e pode ser boa opção para aqueles que comprarem o carro zero, afinal, o cliente fica com o carro “novo” por mais tempo.

Foi o caso, por exemplo, de quem comprou o Ford Ka em janeiro de 2008, pois, hoje, esse proprietário está com o carro por mais de um ano e ele é um modelo 2009.

Prática questionável

Na maioria dos países, a mudança do ano-modelo não pode ocorrer no início do ano. Além disso, o ano-modelo só pode ser alterado após um ano de mercado, o que garante que ele tenha ao menos 12 meses de produção.

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A legislação brasileira, ao contrário, permite que a montadora faça a mudança do ano-modelo antes mesmo de completar um ano da mudança anterior. Por isso, o Palio 2009 foi lançado em julho de 2008 e agora, sete meses depois, ele recebe a denominação 2010.

Tanto é que os automóveis da Fiat produzidos para a Argentina ou outros países ainda não são considerados 2010.