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SÃO PAULO – Nos últimos tempos, o computador se tornou objeto de desejo das classes mais baixas, que aproveitavam o aumento da renda para adquirir um desses produtos. Porém, com a crise econômica, as expectativas são de piora no cenário econômico interno, o que deverá diminuir o ritmo de crescimento do número de internautas.
Segundo a Link Investimentos, ainda não é possível ver mudanças nos hábitos de consumo neste final de ano, pois até o momento, a crise só afetou a concessão de crédito no Brasil, que ficou mais restrito e caro.
Em dois anos, o número de brasileiros com algum acesso à internet em casa cresceu 73%, segundo pesquisa do Ibope//NetRatings divulgada na última segunda-feira (15). O número de internautas passou de 22,1 milhões nos últimos três meses de 2006 para 38,2 milhões no final deste ano.
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Expectativas para o comércio eletrônico
Mesmo assim, a entidade acredita que o comércio eletrônico brasileiro continuará crescendo em uma taxa de dois dígitos. Primeiro porque, apesar do grande número de internautas, poucos fazem compras pela web, apenas usando-a para pesquisar preços. E, segundo, porque a freqüência de compra entre aqueles que já realizaram compras pela internet é ainda mais baixa.
Enquanto nos Estados Unidos um internauta realiza em média 10 compras por ano pela internet, no Brasil esse número é duas vezes inferior. Por isso, a corretora afirma que existem outros fatores para guiar o crescimento do comércio eletrônico, além das vendas de computadores.