Crise e desemprego têm feito pessoas recorrerem ao crime virtual

Com ofertas milagrosas de ganhos financeiros, pessoas que perderam emprego com a crise se envolvem no crime virtual

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SÃO PAULO – A crise econômica e o desemprego gerado têm feito com que mais pessoas recorram ao crime virtual para obter dinheiro. Em fevereiro deste ano, o próprio FBI divulgou uma nota informando sobre o problema das fraudes de trabalho em casa, em que pessoas que perderam o emprego de forma inesperada aceitam praticamente qualquer coisa que conseguem.

Segundo relatório da McAfee, elas podem recorrer a trabalhos como “mulas de dinheiro”, transferindo ilegalmente fundos obtidos por meio de ladrões de senhas a serviço de golpistas virtuais.

Riscos

Essas vítimas, que estão sob forte pressão financeira, normalmente desconhecem ou não se importam com a atividade criminosa que há por trás da lavagem de dinheiro. Porém, as transferências bancárias que realizam podem ser revertidas, e essas mulas estão, muito provavelmente, na mira das autoridades que investigam o crime virtual.

Isso porque, com a ajuda dessas pessoas, as transferências para países estrangeiros parecem transações domésticas, tornando possível movimentar uma quantia maior do que o limite imposto pelos bancos na transferência para países estrangeiros.

Porém, os responsáveis pela lavagem são mais visíveis e são descobertos e processados, enquanto os verdadeiros criminosos se escondem nas sombras.

Evitando fraudes

A dica para os consumidores é não aceitar as ofertas de trabalho que pareçam boas demais, para não serem envolvidos em atividades criminosas.

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Mas também é necessário ter cuidado com vírus e outros programas para contaminar computadores. O relatório da McAfee aponta um aumento de 400% nos códigos para roubo de senhas, apenas em 2008. As vítimas podem sofrer mais do que prejuízos financeiros. Elas ainda podem enfrentar a Justiça, por terem aparentemente cometido crimes virtuais de seus computadores, devido ao uso anônimo do endereço IP pelos verdadeiros criminosos.