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SÃO PAULO – Três alunos da Universidade de Princeton acabam de receber uma bolada de US$ 133 milhões para inventar a criptomoeda que substituirá o dinheiro comum.
O anúncio do investimento foi feito nesta quarta e conta com apoio de algumas das maiores empresas do Vale do Silício, como a GV (ex-Google Ventures), Bain Capital e Sky Capital.
Chamada Basis, a moeda digital será lançada com valor “estável” – facilitando o uso para fins comerciais. Essa característica a difere drasticamente do Bitcoin e outras criptomoedas, conhecidas pela altíssima volatilidade.
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Para Nader Al-Naji, fundador da Basis, “criptomoedas não são moedas”. Ele escreveu em uma publicação que “a volatilidade é uma das maiores barreiras para a adoção em massa” das moedas digitais. “Até agora, não havia forma alguma de as criptomoedas se tornarem moedas reais”.
Na tentativa de garantir a estabilidade da nova moeda, os fundadores criaram um “banco central algorítmico” que simulará inflação e deflação para controlar os preços, de acordo com o empreendedor. Novas levas de Basis serão emitidas e distribuídas apenas quando necessário para suprir a demanda do mercado.
Considerando esta volatilidade inevitável, a Basis tem como principal mercado em potencial o mundo emergente, cujas moedas são relativamente instáveis – muito mais do que o dólar, por exemplo. A esperança da empresa é tornar-se um padrão em pagamentos cotidianos, de salários a empréstimos, nestes mercados.
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