Crianças brasileiras são as que mais acessam a internet

Pesquisa realizada em doze países aponta que 86% delas entram na rede mais de três vezes por semana, enquanto a média mundial é de 70%

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SÃO PAULO – Pesquisa realizada com crianças de 12 países comprovou que as brasileiras são as que mais usam a internet no mundo.

Além disso, as crianças do país também são as que mais utilizam o celular e estão no segundo lugar no ranking das que mais divulgam conteúdo próprio.

Criança brasileira e a tecnologia

Ainda de acordo com o levantamento, 86% das crianças brasileiras acessam a internet mais de três vezes por semana, enquanto a média mundial é de 70%. Elas também são umas das que mais visitam sites de relacionamentos, 67%, perdendo somente para a China, com 79%.

A pesquisa também comprovou que os pequenos do Brasil são os que mais utilizam celular no mundo: 81% afirmaram que usam o aparelho mais de três vezes por semana. O produto á adotado para controle e segurança dos pais, porém 26% das crianças que participaram da pesquisa afirmaram que sentem medo de terem seus celulares roubados.

Amigos virtuais

Em média, as crianças brasileiras possuem 12 amigos virtuais que nunca conheceram. O Brasil também é o primeiro do ranking quando se trata do número de amigos no MSN, com uma média de 80 nomes. Em segundo lugar aparece a Holanda, com média de 42.

De todos os pequenos entrevistados, 68% afirmaram que a primeira coisa que fazem ao ligar o computador é entrar no MSN e checar quem está on-line; 58% também afirmaram que falam mais pelo sistema do que pessoalmente.

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As crianças também utilizam muito a música como forma de lazer: as brasileiras possuem cerca de 160 músicas no MP3, 850 no computador e 36 CDs.

A Pesquisa

O estudo Playground Digital, realizado pelo canal de TV por assinatura Nickelodeon, analisou a relação de sete mil crianças de 8 a 14 anos com a tecnologia, de países como Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Holanda, Itália, Suécia, Alemanha, Índia, México, Japão e Brasil.

Foram realizadas mais de trezentas horas de discussões em grupo e entrevistas. Para participar da pesquisa a criança deveria ter acesso a tecnologia, independente da classe social.