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SÃO PAULO – A expansão das classes de baixa renda no Brasil não constitui uma “bolha”, de acordo com o gerente-geral da GfK, Paulo Carramenha, que participou nesta quarta-feira (28) do Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento.
“As classes C e D, a base da pirâmide, estão em expansão há bastante tempo e deixaram de ser coadjuvantes”, disse Carramenha. De acordo com ele, praticamente metade da população brasileira está na classe C, que gerou mais de R$ 140 bilhões para a economia entre 2002 e 2008.
E as empresas já acordaram para esse segmento, que cresce devido à ampliação do crédito e com os incentivos do governo, que propiciam o aumento da renda. “Quase ninguém discorda que esse é um mercado enorme que deve ser explorado”.
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Perigo de bolha?
De acordo com Carramenha, não existe um perigo de bolha nesta parcela da população ou de acontecer um aumento do consumo que leve à inadimplência descontrolada. Ele apontou seis motivos para isso:
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Estabilidade econômica;
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Políticas sociais pró-consumo;
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Aumento da escolaridade;
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Geração de renda pela mulher nos domicílios;
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O bônus demográfico, que nada mais é do que o crescimento da parcela economicamente produtiva da população, que supera aqueles que não são produtivos;
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Expansão do crédito.